Cardio-oncologia: tratando os riscos dos quimioterápicos e do câncer para o coração

A boa notícia da longevidade dos pacientes com os mais diferentes tipos de cânceres, conquistada graças à evolução dos quimioterápicos, também traz um risco inerente a este tratamento. É mais comum do que se imagina pacientes desenvolverem insuficiência cardíaca ou ampliarem os riscos de infarto com uso de determinados medicamentos e em doses maciças. Mas quando não há opção, senão tratar o câncer, o que fazer? A prevenção e monitoramento destes acometimentos fez surgir uma nova área que vem ganhando espaço na Cardiologia: é a Cardio-oncologia.

O médico Ulisses Mendonça, do corpo clínico do Monte Sinai, vem se especializando no assunto e já dá suporte a vários especialistas da Oncologia, Hematologia em Juiz de Fora e de setores do Hospital Monte Sinai como o de Serviço de Hemoterapia, Cirurgia Oncológica  e Transplante de Medula Óssea. Os pacientes, mesmo que já acompanhados por outros cardiologistas, têm sido encaminhados pelos colegas para acompanhamento com o dr. Ulisses, buscando uma avaliação cardiológica específica pré-quimioterapia e logo após à primeira fase de quimio e radioterapia.

“O diagnóstico do câncer e seu tratamento já são tão duros, e fazem a família sofrer tanto que, na maioria das vezes, a definição sobre o tratamento nem se apega às suas complicações”, diz Mendonça, “mas a cardiotoxidade dos medicamentos quimioterápicos podem desenvolver uma insuficiência cardíaca grave em pacientes, antes saudáveis, ou a carga do próprio câncer pode provocar infarto ou potencializar fatores de risco”. 

Porém, o foco da Cardio-oncologia não é evitar que se use a quimioterapia, mas tentar minimizar suas complicações, “muitas vezes conseguimos isso com medicação, com ajuste dos fatores de risco, negociando com o médico prescritor a aplicação em doses menores ou ampliando os intervalos. É possível fazer a prevenção mudando o tratamento e até remanejando o tipo de medicação com a avaliação cardiológica prévia. Quando não se consegue evitar, o acompanhamento da insuficiência cardíaca passa a ser fundamental durante ou após a quimioterapia”.

Qualquer paciente oncológico que vai fazer quimioterapia deve fazer avaliação pré-cardiólogica. Neste quesito, Ulisses Mendonça é taxativo. Dependendo do resultado dos exames, o acompanhamento pode ser feito com o cardiologista do próprio paciente, que vai receber recomendações específicas e reconhecer efeitos tóxicos, sabendo que cuidados tomar.

A Cardio-oncologia é uma área muito nova, bem como a idéia de prevenir efeitos da toxidade da medicação, explica o médico. “Toda a literatura ainda é recente, pesquisas ainda não são conclusivas e há vários estudos em andamento, mas já se consegue resultados muito bons. A Sociedade Brasileira de Cardiologia já editou diretrizes e as publicações trazem dados ótimos. Estamos no caminho certo”, conclui Ulisses Mendonça.

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