Cardiopatia congênita: médica do Monte Sinai esclarece dúvidas

A Cardiopediatra Sara Guede, do Corpo Clínico do Monte Sinai deu entrevista à rádio CBN, no programa Pergunte ao Doutor na data que marca o Dia Nacional de Conscientização das Cardiopatias Congênitas, 12 de junho. Ela esclareceu as dúvidas e deu informações importantes sobre a questão. A principal delas é que trata-se de uma patologia que muitas pessoas pensam que  é rara, mas que no Brasil afeta 29 mil crianças por ano, uma estatística que assusta: a cada 20 minutos nasce uma criança com cardiopatia congênita. Destas 80% precisam de cirurgia sendo que 50%, no primeiro ano de vida. “Por isso, é preciso informar, esclarecer sobre sintomas e sinais e, principalmente, sobre a importância do diagnóstico precoce para salvar estas crianças”, frisa ela.

O que é a Cardiopatia Congênita e quais os fatores de risco?

É um defeito estrutural do coração com o qual a criança já nasce. A maioria delas não tem fatores de risco detectável, mas há fatores importantes relacionados como infecções na gestação, medicações e outras que podem estar relacionados à cardiopatia congênita. Fundamental é o diagnóstico precoce.

Mas, se há história de cardiopatia congênita na família, o risco de incidência dobra. Isso é um fator a ser observado. E crianças sindrômicas – que tem síndromes - tem maior possibilidade de ter cardiopatia congênita associada. A mais comumente reconhecida é a Síndrome de Down.

Qual a importância das campanhas anuais?

Este ano, a campanha foca, principalmente, no diagnóstico correto, o que é cardiopatia congênita e tratamento adequado, realizado precocemente. “Inclusive, estamos dando peso à higiene bucal das crianças cardiopatas. Isso faz parte da nossa orientação de tratamento, pois estas crianças devem ter boa higiene e prevenção de doenças da boca, higiene da gengiva, com a língua e pouca utilização de doces para ter dentinhos e coraçãozinho saudáveis”. Divulgar o tema é importante, pois reconhecer sintomas, realizar exames relacionados e prestar atenção pode evitar muitas mortes preveníveis.

Quais os exames ajudam a detectar as cardiopatias congênitas?

O Ecocardiograma fetal – um tipo de ultrassom que faz a avaliação do coração do bebê na vida fetal - deve ser feito entre 24 e 28 semanas de gestação, e seu principal objetivo é detectar coraçãozinho muito mal formados e que precisam de atendimento e cirurgia nas primeiras horas de vida.

Se não foi possível fazer o ecofetal, outro exame de grande importância e que tria as cardiopatias é o teste do coraçãozinho, feito entre 24 e 48 horas de vida e é fundamental. Ele também rastreia crianças graves, especialmente, algumas com poucos sintomas, mas que pode ficar em condição crítica logo que vai para casa.

Por isso, é fundamental que a mãe não saia do hospital sem o teste do coraçãozinho realizado em seu bebê. O exame é obrigatório por lei, em Juiz de Fora, e é uma diretriz do Ministério da Saúde em todo o pais. Todas as maternidades, públicas ou privadas, têm que realizar o teste.

Onde podem ser tratados estes bebês cardiopatas?

Os casos graves precisam ser encaminhados para nascerem em grandes centros. Recém-nascidos com extrema gravidade nem em Juiz de Fora podem ser operados, se precisarem de intervenção logo após o nascimento.  Casos mais complexos são encaminhados para Rio e São Paulo, principalmente, e são poucos centros especializados no Brasil, pois a questão não é tanto de estrutura dos hospitais, mas porque necessitam de profissionais com experiência muito grande.

Grande parte dos casos, em que é possível acompanhar o bebê em tratamento para aguradar melhor momento de ser operado, podem ser feitos na cidade. Mas precisam de atendimento adequado e quanto mais precoce o diagnóstico, melhores vão ser suas chances.

Como reconhecer os sintomas destas cardiopatias?

 Pais, avós e todos que ajudam a cuidar das crianças devem ficar atentos aos sintomas. Em geral, são bebês que cansam ao mamar, interrompem frequentemente as mamadas, têm sudorese na fronte, ficam pálidos, têm pouco ganho de peso, resfriado e pneumonias frequentes.  Algumas apresentam apneia, mamam pouco, vomitam e, muitas vezes vão sendo tratados de outras coisas. É preciso, sempre, desconfiar e diagnosticar precocemente para garantir atendimento correto.

E há as que ficam cianóticas, com lábio e unhas roxas. Quando maiores um pouco,  ao fazerem exercício isso fica claro. Estas precisam de atendimento e tratamento mais urgente. E crianças com Síndrome de Down têm 40% a 60% de chance de terem cardiopatia associada. Todas devem fazer ecofetal antes da alta hospitalar.

As crianças cardiopatas podem se curar?

 Em grande parte das cardiopatias congênitas, depois de operadas, as crianças ficam curadas, vão ter vida normal, mas precisam ser atendidas e ter a intervenção mais correta possível.

Para ouvir a entrevista na íntegra, clique AQUI.

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