Cuide-se! O câncer de colo de útero é evitável e está diretamente ligado ao HPV

O câncer de colo de útero é evitável e está diretamente ligado ao HPV. Cuide-se!O INCA (Instituto Nacional de Câncer) estima que, este ano, 16.340 novos casos de câncer de colo do útero serão registrados no Brasil. E este é o terceiro tipo de câncer de maior incidência na população feminina no país e a quarta causa de morte (5.430 mulheres, em 2013). Mas, a pior parte desta notícia é que ninguém precisaria ter esta doença. Quem afirma isso é a ginecologista da equipe do Monte Sinai, Denise Drumond: "este é um câncer totalmente evitável , se todo mundo fizesse preventivo anualmente e bem feito, ninguém teria", frisa ela.

Esse tipo de câncer se difere de outros por estar ligado diretamente ao papilomavírus humano (HPV) e precisa de tempo (10 a 20 anos) e condições específicas para se desenvolver, com muitos cuidados intermediários e que podem ser detectados e tratados com uma visita anual ao ginecologista e realização de exames. "Ao contrário do câncer de mama, que pode ter diagnóstico precoce, o câncer de colo do útero precisa apenas ser acompanhado até ser necessário intervir, é possível a retirada de colo do útero detectando e tratando as lesões precursoras", explica Denise.

O HPV já tem vacina, com bom grau de eficácia, mas é gratuito na rede pública apenas para meninas até 11 anos. É mais eficiente até esta idade e para quem nunca teve contato com o vírus, mas pode ser tomada por mulheres de até 45 anos - justamente a faixa etária mais afetada por este câncer. Porém, a dose custa em média R$ 400 e acima dos 15 anos, são necessárias três doses. A boa notícia é que o vírus não fica para sempre no organismo, em média é eliminado por 80% das pessoas em até dois anos, só em raros casos ele se estabelece pela vida toda.

As lesões precursoras chamadas neoplasias interpeliais cervicais (NIC) são assintomáticas, mas em geral são visíveis em exames realizados em consultório, caso da colposcopia (que aumenta a visão do colo até 80 vezes). As neoplasias têm uma janela de tempo ampla com graus definidos para indicar tratamentos precoces que evitarão sua evolução para o câncer, além de exames diversos e de resultado aceitáveis que ajudam a definir a conduta do médico. Mas quando o câncer se estabelece só fica a opção de intervenção cirúrgica, até determinada fase, com retirada do útero e de linfonodos pélvicos, em geral. Ou além desta fase, apenas radio e/ou quimioterapia.

Problema de saúde pública

Esta é uma doença comum apenas nos países mais pobres e o Brasil não está bem quanto a políticas públicas que poderiam evitar o quadro. O perfil das pacientes, inclusive das brasileiras - e quanto mais perto da linha de pobreza, pior -, combinam vários fatores de risco para este câncer: início precoce da atividade sexual; múltiplas gestações; múltiplos parceiros (prostitutas têm incidência quatro vezes maior); promiscuidade do parceiro, mesmo quando a mulher é monogâmica; doenças sexualmente transmissíveis prévias; hipovitaminose (principalmente carência de vitaminas A e C); desnutrição; tabagismo e, sempre, a existência do vírus HPV. Mas a não realização regular do preventivo é a pior parte desta realidade. Sem avaliação anual e o exame de Papanicolau (citologia), pelo menos, a condição de quem depende do SUS agrava as estatísticas.

Nos países ricos, este tipo de câncer é de baixíssima incidência. A opção dos EUA e Europa, principalmente, é pela vacinação em massa da população e rastreio com exame de DNA HPV, um exame confiável que especifica o tipo de HPV, mas que é utilizado no Brasil apenas em condições especiais devido ao seu alto custo.

Mas na saúde privada a situação também não está nem perto do ideal. Há um nível de cuidado mais abrangente, porém, há um paradoxo: as brasileiras que têm hábito de fazer o preventivo anualmente, em geral, o farão pela vida toa, mas há uma boa parcela de mulheres que não faz nunca a avaliação necessária, mesmo tendo plano de saúde. Outra situação agravante aparece nas estatísticas que mostram que o HPV tem afetado também mulheres na faixa acima dos 40, 45 anos, em geral divorciadas que passam a ter novos ou múltiplos parceiros.

 

Como evitar o câncer de colo de útero

Denise Drumond é taxativa numa recomendação que poucos médicos têm coragem de propor: "mulher não deve ser promíscua, pois o preço a pagar é muito alto". Ela explica que não só em relação ao HPV e ao câncer de colo, pois a anatomia feminina deixa assintomática a manifestação de várias doenças mais fáceis de detectar e tratar no homem. Gonorréia, por exemplo, pode provocar até esterilidade. "A contaminação pode acontecer na mulher jovem, mas ela só descobre quando tenta engravidar".

A camisinha ajuda no caso do HPV, mas não é 100% eficaz porque o vírus pode estar onde ela não alcança, como na bolsa escrotal ou na base do pênis do parceiro, por exemplo. Mas deve ser usada sempre para evitar, inclusive, outras ameaças como HIV e outras DSTs.

Qualidade de vida, alimentação saudável e rotina de exercícios também interferem positiva e diretamente na capacidade de defesa do sistema imunológico contra essa doença. "Sem HPV não tem câncer de colo do útero e ele precisa de condições específicas para lesionar o tecido", reforça Denise. Além de jamais abrir mão de um bom preventivo anual, completa.

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