Dado alarmante: 80 milhões de brasileiros se automedicam

Automedicação é uma realidade no Brasil, caracterizada pela iniciativa de um doente, ou de seu responsável, em obter ou produzir e utilizar um produto que acredita lhe trará benefícios no tratamento de doenças ou alívio de sintomas, sem a orientação de um profissional de saúde qualificado. Nas farmácias, ao receberem a indicação de medicamentos por um balconista, que não é um profissional farmacêutico, as pessoas também estão se automedicando. Além disso, elas podem estar sendo induzidas por interesses comerciais. Mesmo representando um risco para a saúde das pessoas, o uso de medicamentos sem prescrição médica é um hábito que, segundo a Associação Brasileira das Indústrias farmacêuticas, abrange 80 milhões de pessoas no Brasil.

É preciso lembrar que não existe medicamento livre de riscos para quem o utiliza. Por isso, é tão importante a prescrição correta. Um medicamento útil para uma pessoa pode fazer mal a outra. Cada organismo tem características e reações diferentes para um mesmo medicamento, o que pode gerar risco de vida.

As causas para a ocorrência de automedicação são inúmeras:

  • A propaganda desenfreada e massiva de determinados medicamentos;
  • A dificuldade e o custo de se conseguir uma opinião médica;
  • O desespero e a angústia desencadeados por sintomas ou pela possibilidade de se adquirir uma doença;
  • A falta de programas educativos sobre os efeitos muitas vezes irreparáveis da automedicação;
  • Próprio hábito de tentar solucionar os problemas de saúde corriqueiros tomando por base a opinião de algum conhecido mais próximo.

As práticas de automedicação mais comuns ocorrem com a utilização de antibióticos, medicamentos para emagrecer, vitaminas e analgésicos. Mas, uma dose acima da indicada, administrada por via inadequada (via oral, intramuscular, retal...), usada para fins diferentes do indicado, pode transformar um remédio em um tóxico perigoso.

Alguns estudiosos vêm associando a automedicação ao caráter simbólico que o medicamento exerce na população. Nesse sentido, o medicamento é visto como um signo ou símbolo, composto de uma realidade material (significante), no caso a pílula, a ampola e outras, que remetem a um conceito (significado) que é a saúde.

Estatísticas brasileiras

  • 29% das intoxicações no Brasil são causadas por medicamentos.
  • 18,3% dos casos de morte por intoxicações são causados por medicamentos.
  • Crianças menores de 5 anos representam, aproximadamente, 38,6% dos casos de intoxicação por medicamentos, no Brasil.

(Fonte: Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – SINITOX, 2004.)

CONSEQUÊNCIAS

A automedicação pode vir associada a uma série de problemas como:

  • Uso do medicamento incorreto: A falta de diagnóstico preciso pode fazer com que o paciente utilize um medicamento que não seja o adequado. Ex. Utilizar um medicamento para dor de cabeça, quando na verdade o que está causando esta dor é a pressão arterial que está descontrolada.
  • Uso de forma incorreta (horário, dose, frequência): É comum utilizar o medicamento conforme a pessoa que indicou ou usou, porém cada patologia e cada pessoa requer uma dose e uma frequência específica. Ex. Um idoso e um adulto podem ter o mesmo peso e altura, mas devido às características próprias de cada idade, a dose necessária para esses usuários pode ser diferente.
  • Aparecimento de reações adversas: A falta de conhecimento sobre as características do medicamento pode fazer com que apareçam reações diferentes. Essas reações são conhecidas como reações adversas ao medicamento. As principais reações são intoxicações e alergias.
  • Reação Adversa: Qualquer efeito nocivo não intencional e indesejado de um medicamento, observado com doses terapêuticas habituais em seres humanos para o tratamento, profilaxia ou diagnóstico. Ex. O uso de antiinflamatórios pode causar dor de estômago.
  • Interações medicamentosas: O uso de diversos medicamentos pode causar interações entre esses medicamentos ou entre o medicamento e um alimento ingerido. As interações envolvendo medicamentos podem produzir resultados indesejáveis ou tornar menos eficazes as suas ações terapêuticas. Ex. Tomar a tetraciclina com um copo de leite faz com que o medicamento tenha seu efeito farmacológico diminuído.

 

DICAS IMPORTANTES

  • Procure não usar medicamentos por conta própria, pode ser prejudicial à sua saúde.
  • Quando for comprar um medicamento, solicite a explicação do farmacêutico quanto às reações adversas e o modo correto de administração.
  •  Toda farmácia necessita de um farmacêutico, pois ele é o responsável pelo estabelecimento. Você poderá reconhecê-lo pelo crachá, ou por qualquer outra identificação em seu jaleco, em que deverá estar escrito “Farmacêutico”.

 

Fonte: Cartilha produzida pela Anvisa: PROJETO EDUCAÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE NO CONTEXTO ESCOLAR | O contributo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para o uso racional de medicamentos

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