Dicas Speed: Equilíbrio é a base de tudo para garantir um organismo saudável

Esporte raramente é desencadeador de alguma doença do ponto de vista da endocrinologia. Mas o controle é a melhor atitude para quem tem uma tendência hereditária ou já convive com diabetes, tireoide e outras disfunções hormonais mais comuns. Em geral, as pessoas procuram este especialista para uma mudança de hábitos, especialmente se o caso é o excesso de peso. Mas a endocrinologista Célia Novaes é contra as dietas da moda, uso de suplementos alimentares e até exercícios em alta intensidade sem acompanhamento rigoroso.

"O equilíbrio é a base de tudo para ter uma vida saudável. Um pouco de exercício é importante para qualquer pessoa. Melhora tudo: o peso, o coração, as funções do organismo, a disposição; libera endorfina, o que provoca bem-estar e melhora até a depressão. Mas tudo em excesso faz mal", lembra ela.

Célia afirma que uma das consequências de exercícios em alta dose ligados a endocrinologia, afeta especialmente as mulheres. Como ela tende a ter grande perda de gordura ao investir numa rotina de exercício pesada pode ter amenorreia - que é a interrupção da menstruação. Se isso acontece, deve procurar ajuda de um ginecologista, pois a ausência do ciclo por grande período pode trazer outras perdas. Quem tem problemas tireoidianos, seja hiper ou hipotireoidismo, pode ficar tranquilo, desde que os índices estejam controlados. O mesmo em relação ao colesterol, que já tende a ficar baixo em quem se exercita regularmente. Porém, se há uso de drogas para manter o seu controle, o exercício pode provocar dores e, neste caso, o acompanhamento é fundamental.

Dietas da moda

Quando a decisão é mudar hábitos de vida para baixar o peso, especialmente, a dieta é fundamental. Mas precisa ser balanceada, lembra Célia Novaes. "Deve ter proteína, carboidrato, verduras, legumes, nunca usar só um nutriente, senão vai tirar substâncias essenciais do organismo". As dietas da moda só de proteína, só de abacaxi, detox e tantas outras sempre existiram e vão existir sempre, lamenta ela, mas chamam atenção as consequências que os exageros podem trazer.

Toda dieta que tem excesso de proteína e muito pouco carboidrato vai levar a Cetose, porém, isso desregula muito o organismo. Além de provocar um hálito característico, de "acetona", a Cetose pode comprometer o cérebro, o coração, os rins, pode  causar mal-estar, tonturas e hipoglicemia. "Além de afetar órgãos vitais, ela faz subir o colesterol. Carboidrato é essencial, não dá para cortá-lo da dieta. Não se deve excluir um tipo de alimento em detrimento de outro. Em época de competição e para ganho de massa muscular aumentar a proteína é importante, sim, mas o carboidrato é essencial", lembra Célia.

Suplementação artificial: nenhuma!

Se é pedida ajuda com uso de suplementos, a especialista garante que é taxativa: "não indico". E alerta quem o utiliza para ter extremo cuidado. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia, em 2010, apresentou uma mesa no Congresso Brasileiro realizado em Gramado, na qual vários especialistas da área alertaram para o cuidado com substâncias contidas nos suplementos sem estarem descritas em rótulo. Testes encontraram substâncias como diurético, laxativo, remédio para emagrecer, inclusive sibutramina, anabolizantes e hormônio tireoidiano. Nenhum constando em bula, obviamente, já que os suplementos, em geral, são importados e não passam por fiscalização dos órgãos sanitários, pois entram no país como complementos alimentares.

Outros suplementos como cafeína e efedrina, podem causar arritmia cardíaca grave, tremores e insônia. A cafeína pode gerar dependência, dando abstinência na sua falta e tem dose letal, lembra Célia. A ideia de alterar o metabolismo usando cafeína para fazer exercícios é errada, garante ela. "Tenho recebido pacientes que tomam até três cápsulas de cafeína por dia que chegam aqui com tremores, taquicardia, sem dormir", conta. Célia afirma que não há dose adequada, cada pessoa tem uma tolerância individualizada. Se já é cardiopata ou hipertenso, não deve ingerir nenhuma. "A cafeína já está na nossa rotina em bebidas do dia a dia - refrigerantes, chás, café - mas em cápsula não acho indicado para ninguém", enfatiza.

Metabolismo

Metabolismo é como a cor da íris, compara a especialista, cada pessoa tem o seu e já nasceu com sua herança. Se o organismo está normal, com todas as funções regulares, seu metabolismo vai ser bom. E assim será para sempre, não há como alterá-lo. E ele muda ao longo da vida, sendo percebida esta mudança em determinadas fases: criança, adolescência vida adulta, meia idade  e na senilidade. É certo que ele piora quando se envelhece, no climatério, por exemplo, despenca, mas isso é natural. O idoso tem outro tipo de metabolismo, não há como interferir. O que se pode fazer é manter uma dieta equilibrada, exercício, suplementação de vitaminas (quando necessário) e dormir bem.

Imunidade

Exercício sempre vai ajudar a melhorar a imunidade, principalmente se a alimentação é saudável. Mas se a pessoa faz muito exercício e não tem uma dieta balanceada, tem uma dieta deficitária em nutrientes - e sem qualquer excesso -, não adianta ser atleta, a imunidade pode cair: simplesmente porque ele está gastando mais do que deve. "Se você está gripado e sai para fazer exercício, vai piorar; se não se alimentou direito e vai fazer exercício pode se resfriar, pois a imunidade pode baixar. Se sobrecarrega o organismo, vai ter doença. Tudo é uma questão de equilíbrio. Não dá para extrapolar", diz a endocrinologista. Mas quem quer testar seus limites, tem que cuidar muito bem do organismo. Fazer controle cardíaco e do sangue, recomenda.

Doenças endócrinas

Exercício não desencadeia doenças endócrinas, diz a especialista. Quem tem alteração da tireoide e diabetes, tem fatores hereditários. Há gatilhos e controles que podem antecipar ou retardar isso. "Com certeza, quem tem tendência à diabetes, deve praticar esporte sempre. Com isso, terá menor chance de desenvolvê-lo ou jogar o início da doença mais para frente. E da mesma forma, fatores como a obesidade podem trazer as consequências mais precocemente", alerta Célia. Quem é diabético e faz esporte, queima mais a glicose e o mantém melhor controlado. Porém, o diabético tem que ter mais cuidado durante a prática de exercício. Dieta com excesso de proteína é contraindicada. Para correr, seja em competição ou treinamento, deve tomar cuidados especiais: medir a glicemia antes da corrida, reduzir a dose de insulina, se hidratar muito e levar um tablete de glicose para ser usado em caso de sintomas de hipoglicemias durante a prova.

O esportista com doença tireoidiana também deve fazer controle mais cotidiano. Se o índice estiver descompensado, se sentirá mais cansado, a imunidade fica prejudicada, e pode ter intercorrências. Uma dosagem muito alta ou baixa não é compatível com exercício. É preciso interromper a rotina de treino e corrigir os índices primeiro.

Numa mudança para fugir da obesidade, o acompanhamento exige cuidados especiais para prática esportiva por causa do controle da pressão, das funções cardíacas, do diabetes, além das articulações. A velocidade da persa de peso deve ter acompanhamento, através de aferições mais frequentes de glicose, colesterol, além da dosagem das vitaminas. É importante avaliar taxas de vitamina B12, D e outras - pois taxas baixas diminuem a resistência - medir o ferro, ter cuidado com quadros de anemia, além de avaliar a função renal - especialmente quem está em uso de excesso de proteína, enfatiza Célia.

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