Dicas Speed of Sound: quando a dor não faz parte do esporte

Do ponto de vista ortopédico, há alguns fatores indispensáveis para evitar lesões na prática da corrida. Desde o uso do tênis adequado para o esporte até o preparo físico, tanto no que se refere ao reforço muscular quanto na parte aeróbica, na resistência. O ortopedista Oseas Joaquim Oliveira, especialista em cirurgia do joelho e em medicina esportiva, reforça ainda outro fator fundamental: aquecimento adequado + alongamento antes e após a prática. "Tudo isso mostra o 'gesto esportivo' da pessoa compondo o treinamento específico para o exercício". E para cada tipo de esporte, o gesto é diferente. Nas modalidades de contato é de um tipo, no futebol, especialmente quando praticado apenas no final de semana é outro e no de corrida também, devendo o praticanteobedecer, em cada modalidade, aquilo a que está predisposto.

Oseas Oliveira é incisivo numa recomendação: ninguém vira atleta da noite para o dia. "Não é preciso ter pressa de entrar em forma, é muito importante obedecer a um treinamento adequado e ter uma alimentação saudável". Ele diz que o preparo até pode não prescisar de um treinador, desde que venha com uma base correta para a prática. Ele lembra que quem está cima do peso corporal ou começa a treinar corrida sem nenhum preparo físico, com tênis e roupas inadequadas, tem tudo para fazer uma lesão logo na fase inicial. Além disso, não extrapolar tanto na velocidade quanto na resistência.

"Mas só sofre lesão quem faz esporte. Quem é sedentário não tementorses, tendinites ou outro problema. Fazer alguma atividade é fundamental, mas é preciso praticar esporte preparado". Mesmo que a pessoanão tenha acesso a treinador adequado, a internet está cheia de dicas, lembra ele, como relação peso/altura, alimentação relacionada ao gasto calórico, intervalos regularese ressalta que todos os cuidados são importantes na prevenção das lesões musculares.

Lesões mais frequentes

A mais comum das lesões é a dor muscular tardia. Ela se manifesta quando se exerce uma carga de exercício muscular vigorosa sem o necessário preparo físico, em geral logo que se inicia uma atividade física ou se insere uma intensidade maior do que a habitual. Seus principais sintomas musculares são inchaço, enrijecimento, sensibilidade ao toque e dor ao movimentar a região afetada. A dor surge algumas horas após as atividades, com aumento progressivo nas primeiras vinte e quatro horas e diminuição gradativa em até 72 horas. Os sintomas podem durar até dez dias, mais brandos ou acentuados, dependendo da intensidade ou do tipo de exercício. Em geral, regridem naturalmente, sem sequela em médio ou longo prazo.

No caso da corrida, principalmente, a lesão mais comum e também mais séria é a fratura de stress. Oseas explica que é uma lesão relativamente comum, é um microtrauma de repetição, que aconteceinclusive num organismo preparado. Mas em quem não toma as precauções, a chance de ocorrer ainda é maior.

Neste caso, é preciso acompanhamento médico para determinar o alcance da lesão e os cuidados. Ela atinge mais comumente os membros inferiores, em geral metatarso e a tíbia e secundariamente fíbula, colo do fêmur e calcâneo. A primeira atitude é interromper a atividade física até a consolidação adequada. São acompanhadas através de exame de imagem, especialmente a ressonância magnética. Há casos em que é indicada a cirurgia.

O tempo de recuperação varia. Em geral, a fratura de tíbia pode exigir até quatro meses de consolidação, mas em atleta profissional costuma ser mais rápida. O ortopedista lembra que este tipo de lesão atinge tanto o amador quanto o profissional. "Normalmente ocorre por um desequilíbrio no corpo. Eu comparo a lesão com uma trinca na parede. Se a trinca acontece numa velocidade maior do que o pedreiro é capaz de fechá-la, ela vai ser cada vez mais séria. No osso, se ocorre uma fissura, ela precisa de reposição de cicatricial que é o calo ósseo. Para a massa óssea se recompor é importante que haja diminuição do impacto e condições adequadas para o paciente se recuperar".

Quando a dor não faz parte do esporte

Há quem diga que não há esporte profissional sem dor. Mas há sinais que dão o alerta quando isso foge à "normalidade", informa Oseas. "Dor é uma coisa muito difícil de medir. Cada um tem sua tolerância, mas o que é importante observar é se ela vem acompanhada de sinais inflamatórios", diz ele. Sempre que há edema (inchaço), flogose (inflamação ligeira ou superficial), hiperemia local (aumento da quantidade de sangue num tecido) e estes sintomas são acompanhados de sinais flogísticos- como diminuição de mobilidade, dificuldade da andar, até incapacitação temporária -, isso sempre forma um quadro mais severo. É preciso dar um tempo no exercício, consultar o profissional de ortopedia e reprogramar.

Circuito de rua

Oseas Oliveira avalia como muito positivo o crescimento em torno da corrida em Juiz de Fora. Para ele, isso se traduz em melhor qualidade de vida. Mas reforça os cuidados para que muitos que estão em busca de saúde não acabem encontrando lesões. Ele garante que do ponto de vista ortopédico não há qualquer restrição à pratica da corrida noturna, "só é preciso mais cuidado quanto à qualidade e regularidade do piso. Além disso, condicionamentoé regra básica: estar preparado para o que vai fazer antes e após a atividade, com hidratação rigorosa, roupas e calçados adequados. E reforça que é o alongamento pré e pós-exercício que melhora a oxigenação e ajuda no retorno da musculatura as condições normais com relação à retirada do metabólitos.

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