Especialista desmistifica tabus da amamentação

AMAMENTAR: um ato de amor, de acolhimento, de saúde e proteção 


O início de agosto é sempre época de reforçar a importância do aleitamento materno. 1º de agosto é o Dia Mundial da Amamentação e para desmistificar alguns tabus sobre esta fase tão importante da vida da mãe e do bebê, a especialista em aleitamento do Hospital Monte Sinai, Eliana Martins de Souza, dá dicas e tira dúvidas comuns a todas as mulheres. 


Qual o tempo ideal para a amamentar?
A OMS preconiza amamentação exclusiva até sexto mês de vida do bebê. E neste período, nenhum outro alimento é necessário além do leite. Nem água, chá, fruta, papinha, nada. Depois de seis meses, sim, continua-se com a amamentação e pode-se oferecer os alimentos definidos pelo pediatra. A amamentação pode prosseguir até os dois anos de vida do bebê, se ambos quiserem. O leite contém todos os nutrientes que o bebê precisa de acordo com a faixa etária em que se encontra. 


Qual o volume natural de leite?
O que faz uma mulher ter leite é a sucção e a tranquilidade. Mas, quando o bebê nasce não jorra leite no peito, o volume que o bebê precisa é muito pequeno nos primeiros dias. Quanto mais cedo ele for colocado no peito, maior o estímulo e mais rápido vai haver a decida do leite, ou a pojadura, que ocorre de 48 a 72 horas após o bebê começar a sugar. 


Qual é o intervalo ideal para amamentação?
O bebê deve mamar em livre demanda, sem hora marcada. O Ministério da Saúde preconiza de 8 a 12 vezes em 24horas. Durante o dia, se deu três horas sem acordar, o bebê deve ser despertado para mamar. À noite, este período pode ser o dobro, ou seja, seis horas.  
INCORRETO: "o sono sustenta" 
“Não sustenta!” Garante Eliana Martins. Se a mama da mãe não enche, porque o bebê não sugou, ele pode não ganhar o peso satisfatória. O máximo de intervalo sem mamar deve ser de três horas. 


TABU: não existe leite fraco
O leite materno é dito como espécie-específico, ou seja, é produzido especialmente de acordo com a necessidade do ser humano e adequado para cada momento de vida da criança. Basta ser oferecido em livre demanda. As mães que acabaram de ter o bebê acham que o leite não vai ser suficiente, especialmente pelo choro do bebê. O recém-nascido chora por frio, calor, roupa incomodando, vozes estranhas, ele quer aconchego, ouvir a voz da mãe e do pai, portanto, chora por outras coisas não relacionadas ao aleitamento. 


Sugar é reflexo
Tudo o que encosta no lábio inferior do bebê ele fazê-lo ter o reflexo de busca e apreensão, isso já nasce com ele. As mães podem ficar tranquilas, pois esta é a fase de sucção ou oral, não é porque o leite é fraco ou há pouco leite. Tudo o que encostar no lábio, a criança suga, seja manta, roupa, objeto. O que não se deve fazer é colocá-lo para sugar chupeta ou mamadeira, pois fica diferente da abocanhadura. Vai fazê-lo ter o que se chama “confusão dos bicos” e vai dificultar a pega do peito, favorecendo o desmame precoce. 


TABU: alimentos que aumentam o volume leite
A mãe acha que alimentos especiais ajudam a aumentar o leite. Estes são chamados pelos especialistas de lactogogos, mas não aumentam o leite. Porém, se a mãe acredita tanto,  deixa-se livre - exceto bebida alcoólica -, pois se ela fica confiante, o leite flue melhor. E já houve a crendice da cerveja preta, mas, como qualquer bebida alcoólica não é recomendada. 


TABU: diferenças na amamentação quanto a parto normal e cesariana. 
Não existe diferença. O aleitamento transcorre naturalmente nos dois casos. O que pode haver é a mãe que fez cesariana ter dificuldade de posicionar o bebê no peito. 


Qual é o posicionamento correto para amamentar?
O ideal na posição é que a mama da mãe e rostinho do bebê fiquem um de frente para o outro.  Tanto faz como a mãe estiver: sentada, em pé, de lado, na cama, nos primeiros dias. Não há prejuízo para a saúde de nenhum dos dois. O importante é oferecer a mama e a pega correta, pois quanto mais cedo o bebê suga, mais rápido o leite vai descer. 


A amamentação é um aprendizado natural 
Logo após o nascimento, nem a mãe vai saber dar de mamar, nem bebê sabe o que tem que fazer, ambos usam reflexos naturais. Este reflexo é importante para a descida do leite e a aproximação entre mãe e bebê. Há estudos, inclusive, que mostram que dificilmente uma mãe abandona o seu bebê se ele é colocado no seu seio logo após o nascimento. 


Tamanho da mama interfere no aleitamento?
Não interfere. Pequena, média ou grande, uma mama vai oferecer o leite nas mesmas condições, desde que a mãe esteja tranquila e o bebê sugue em livre demanda. 
Muitas mães se preocupam com o mamilo, se é plano, protuso ou invertido. Não é motivo de preocupação, garante Eliana. Ele só precisa abocanhar o mamilo e a aréola (parte escura). E mesmo mãe sem mamilo, havendo a abocanhadura correta, em 48 a 72 horas ela  vai ter seu mamilo formado pelo próprio bebê. O que faz a mãe ter leite é a sucção e a pega adequada (sugando mamilo e aréola). E mais, se a pega estiver correta, a mãe não sente dor ao dar de mamar. 


Cuidados com a mama
Durante a amamentação, o banho diário basta. Não é necessário, nem recomendado, esfregar sabonete nem pomadas ou cremes na região da mama. Lembrando que, se fizer isso, a mulher ainda tira a proteção natural da pele. 


O leite pode sair antes do nascimento?
Não é preciso estímulo, não tem que sair leite durante a gestação. Ele vai sair naturalmente após o parto, quando bebê começar a sugar. 


Por que o leite “empedra”?
Leite é um liquido semiplástico, e se forma em alvéolos (como cachinhos de uva) nas glândulas mamárias, tanto que é possível sentir as bolinhas ao apalpar a mama. Por isso, não se deve esperar muito tempo entre uma mamada e outra. O leite não deve ficar parado, ou pode endurecer, formando engurgitamento. O leite é produzido na glândula mamária, forma alvéolos, sai deles e passa por canalículos até chegar ao ‘seio lactífero’, que fica logo embaixo da aréola, até sair pelo mamilo. Tem que percorrer este trajeto e, quando suga mamilo e aréola, o bebê está comprimindo o seio lactífero e, assim, o leite sai na ponta (mamilo). 
 

Fonte: Webserie Monte Sinai em Foco: Amamentação

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