Glaucoma: maior causa de cegueira irreversível no mundo

O glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível no mundo. Para garantir a reflexão sobre formas de controle e seus riscos, o Brasil instituiu o dia 26 de maio como a data nacional de combate à doença. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o problema atinge cerca de 65 milhões de pessoas no planeta e é o motivo de 4,5 milhões de casos de perda total de visão. No Brasil, mais de 900 mil pessoas têm a doença.

O oftalmologista do corpo clínico do Monte Sinai, Leandro Grossi, explica que 80% dos glaucomas não causam dor ou incômodo no início e, se não for tratada a tempo pode causar cegueira. E, apesar de ser uma doença crônica e não ter cura, na maioria dos casos pode ser controlada, desde que tenha tratamento adequado e contínuo. “Quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda da visão”, completa ele.

Leandro Grossi esclarece ainda que, de forma simplificada, o glaucoma é um complexo de doenças oculares, caracterizado por um desequilíbrio em que a pressão intraocular não é compatível com o funcionamento normal do nervo óptico. Esta situação provoca uma degeneração com alterações progressivas que vão afetando o campo visual, até levar à cegueira.

Por muito tempo se relacionou a pressão intraocular alta como causa da doença. E, mesmo se mantendo como fator de risco, hoje há diversos outros a serem considerados. Porém, a pressão ocular não pressupõe um padrão ou parâmetro, o nível de pressão varia e o que pode ser considerado danoso para uns, é normal em outros. A normalidade está relacionada à capacidade de preservação da integridade anatômica e funcional das estruturas que compõe o aparelho visual. O importante é o avaliar se estas estruturas mantêm-se saudáveis, o que deve ser avaliado periodicamente com a visita ao oftalmologista.

Existem vários tipos de glaucoma, cada um tem uma origem e evolução diferentes. A maioria dos casos corresponde à chamada glaucoma crônico simples (ou glaucoma de ângulo aberto). Ele tende a ser hereditário, mas tem causa desconhecida. Caracteriza-se por um aumento gradual da pressão intraocular que, de forma lenta e silenciosa, vai danificando a visão se continuar sem acompanhamento e tratamento adequado.

Há um tipo de glaucoma que requer atenção emergencial, é o glaucoma de ângulo fechado (ou agudo), que ocorre quando a saída do humor aquoso é subitamente bloqueada. Isso origina um aumento rápido, doloroso e grave na pressão intraocular. O glaucoma congênito é outro tipo, que como o próprio nome sugere, a criança já nasce com ele, herdado da mãe durante a gravidez. Este tipo de glaucoma, no entanto, é considerado raro e se descoberto, deve-se tratar imediatamente. E há, ainda, o glaucoma secundário, em geral, causado pelo uso de medicamentos, como corticosteroides, por traumas e por outras doenças oculares e sistêmicas.

O importante, na prevenção da doença, ou pelo menos do agravamento de suas consequências é estar atento a fatores de risco e buscar ajuda profissional para o seu correto diagnóstico, controle e tratamento, garante o oftalmologista Leandro Grossi. Acompanhe os principais:

  • Pressão intraocular elevada
  • Idade acima dos 60 anos ou acima dos 40 anos, para o caso de glaucoma agudo
  • Afroamericanos são mais propensos a desenvolver glaucoma do que pessoas caucasianas, principalmente os acima dos 40 anos de idade
  • Histórico familiar
  • Diabetes, problemascardíacos, hipertensão e hipertireoidismo  Doenças no olho, como alguns tumores, descolamento de retina e inflamações
  • Fazer uso por muito tempo de medicamentos à base de corticosteroides.

 

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