Incontinência Urinária afeta 10 milhões de pessoas no Brasil

Entre as mulheres, 35% enfrentam o problema de incontinência urinária após a menopausa. E dos homens submetidos à cirurgia para a retirada de próstata, 5 a 10% podem enfrentar a doença. Mas, ao contrário do que se pensa, a incontinência urinária não é um problema natural do envelhecimento, ela pode acontecer em várias fases da vida e é classificada por tipos, que definem a abordagem para o tratamento. A estimativa é de que atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, sendo um problema tão importante que tem uma data estabelecida para que se divulgue a questão, 14 de março, Dia Mundial da Conscientização da Incontinência Urinária.

Tipos de UI:

  • Por esforço (ou por stress) - aquela em que pequenas quantidades de urina são perdidas quando se tosse, espirra, ri ou ao se fazer qualquer atividade repentina que aumente a pressão dentro do abdômen. É a mais comum nas mulheres. Também é a mais comum em esportistas, quando os exercícios forçam a musculatura da bexiga. Nos idosos ela surge quando não há força muscular pélvica suficiente para reter urina
  • Por urgência - quando a vontade de urinar é forte e não dá tempo de chegar ao banheiro. Afeta ambos os sexos.
  • Incontinência mista - quando são associados dois ou mais tipos de incontinência​.

 

FATORES DE RISCO

  • Bexiga hiperativa – Este termo é utilizado para pessoas que têm desejo súbito de urinar e dificuldade para controlar a vontade de ir ao banheiro. São mais propensas a ter a incontinência urinária de urgência.
  • Consequência de cirurgias – um dos tratamentos de tumores na próstata é a prostatectomia radical (remoção total da próstata).Tal cirurgia pode acarretar sequelas, como impotência sexual e incontinência urinária.
  • Constipação constante – a constipação pode influenciar de maneira negativa o funcionamento da bexiga. Isso porque o intestino e a bexiga compartilham as mesmas conexões na medula espinhal.
  • Diabetes Mellitus – a doença pode prejudicar o funcionamento dos nervos da bexiga devido ao acúmulo de sorbitol (que deriva do metabolismo da glicose).
  • Doenças do sistema nervoso – o sistema nervoso controla o funcionamento de diversos órgãos, entre eles a bexiga. Quando há lesão na medula, a pessoa pode perder a capacidade de sentir a bexiga cheia.
  • Infecção urinária – também conhecida como cistite, é possível que agrave a perda involuntária de urina. O tratamento pode melhorar ou curar a incontinência urinária.
  • Insuficiência cardíaca – gera retenção de líquidos durante o dia, causando inchaços nas extremidades do corpo. Ao deitar, esses líquidos são reabsorvidos e filtrados pelos rins, o que aumenta a necessidade de levantar à noite para urinar.
  • Fraqueza de músculos da região pélvica e idade avançada – os músculos da região pélvica ajudam a manter a continência urinária. Geralmente, os idosos sofrem o enfraquecimento dessa região, o que pode causar perda urinária e urgência miccional.
  • Medicamentos – alguns medicamentos podem dificultar o esvaziamento da bexiga. Sendo assim, há retenção urinária crônica, podendo ocorrer a IU por transbordamento, causando gotejamento contínuo. Esse tipo de incontinência é mais comum em homens que sofrem de aumento da próstata e sentem dificuldade para esvaziar a bexiga.
  • Obesidade – pessoas obesas geralmente têm o aumento da pressão intra-abdominal, podendo comprimir a bexiga e outros órgãos pélvicos. A perda de 5% do peso melhora a IU.
  • Tabagismo– o uso de tabaco pode causar doença pulmonar obstrutiva crônica, ocasionando tosses fortes. Esse sintoma pode piorar a incontinência urinária.​

 

TRATAMENTO

  • Em mulheres - A linha de tratamento muda de acordo com o quadro clínico de cada paciente. É possível que uma mesma pessoa faça uma combinação de vários procedimentos para tratar a incontinência urinária. 
  • Em homens - a linha de tratamento muda de acordo com o quadro clínico de cada paciente. É possível que uma mesma pessoa faça uma combinação de vários procedimentos para tratar a incontinência urinária. 
  • Em idosos - a linha de tratamento muda de acordo com o quadro clínico de cada paciente. É possível que uma mesma pessoa combine vários procedimentos para tratar a incontinência urinária.

Os principais métodos de tratamento são: treinamento da bexiga e exercícios do assoalho pélvico, medicamentos, cirurgias minimamente invasivas (implante de sling, esfíncter urinário artificial, marca-passo da bexiga e aplicação de toxina botulínica). Além dessas opções, existem diversos produtos no mercado - como fraldas, absorventes e roupa íntima -, que auxiliam a conviver com a incontinência urinária no dia a dia mantendo sua discrição, limpeza e conforto.

(Fonte: www.ladoaladopelavida.org.br)

DIAGNÓSTICO

A Urodinâmica é o exame diagnóstico que melhor avalia a Incontinência Urinária. Ele permite diferenciar os vários tipos de UI (de urgência, por esforço, pós-cirúrgicos e pacientes com doença neurológica). A Urodinâmica Complexa examina os aspectos fisiológicos e patológicos no armazenamento e transporte da urina e esvaziamento da bexiga. O procedimento é indicado nas incontinências, retenções, perdas e disfunções urinárias, além de instabilidades vesicais (micções frequentes). É um exame que não necessita de internação, realizado apenas com anestésico local gel, não impedindo as atividades normais após sua realização.

Mas ele não é indicado só para os vários tipos de UI, também é indicado em infecção urinária repetida; para homens com problemas para urinar devido aumento da próstata (jato urinário fraco, levantar a noite para urinar, dificuldade de segurar a urina, gotejamento urinário). Pacientes com doenças neurológicas e distúrbios para urinar, isso pode ocorrer por trauma raquimedular (que causa paraplegia ou tetraplegia), Parkinson, tumores cerebrais e outros.

Como é feito?

Para realização do exame, são colocadas duas sondas na bexiga, através da uretra e uma sonda pelo ânus. Estas sondas são finas gerando o mínimo de desconforto, tornando o exame bem tolerado pelos pacientes. A realização é feita por um médico urologista e acompanhado por uma técnica de enfermagem.

Conheça mais o Setor de Urologia que realiza este diagnóstico no Monte Sinai. Clique aqui.

Como Chegar Marker

Urgência, emergência,
atendimento ambulatorial e visitas a unidades fechadas (utis)

Rua Vicente Beghelli, 315

pacientes internados, visitantes e acompanhantes

Avenida Presidente Itamar Franco
(antiga Av. Independência), 4000

fornecedores e entregas

Rua Antônio Marinho Saraiva, s/n

Heliponto

Latitude: 21º 46' 862" Sul
Longitude: 043º 21' 887" Oeste

Copyright © 2004 Hospital Monte Sinai. Todos os direitos reservados. Endereço: Av. Presidente Itamar Franco 4000, Cascatinha - Juiz de Fora/ MG CEP: 36033-318 / Telefone: (32) 2104-4455 / (32) 2104-4000

Quality Safaty - Hospital Monte Sinai
Desenvolvido por: Logohandcom2