Março: prevenção ao câncer colorretal

Mês de Março: Prevenção ao Câncer de Colorretal

O câncer de cólon abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto, sendo um dos tipos de câncer mais incidentes no mundo. É tratável e curável na maioria dos casos detectado precocemente. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos (lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso). Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos, por meio de procedimentos como a colonoscopia.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 32.600 novos casos por ano, sendo 15.070 homens e 17.530 mulheres. Além disso, o câncer de cólon é responsável por aproximadamente 14 mil vítimas anualmente no Brasil.

Causas
O câncer de cólon resulta da interação de fatores genéticos, ambientais e dietéticos. Algumas síndromes genéticas (descritas abaixo) são responsáveis por uma minoria dos casos, sendo a maioria dos casos ocorridos ao acaso devido a intereção dos fatores de risco que seguem.

Fatores de risco
Pólipos adenomatosos

Os pólipos adenomatosos vão em algum momento se alterar (displasia), até evoluírem para adenocarcinoma, que é o câncer de cólon mais comum. Este é o principal motivo para se indicar a colonoscopia de rastreamento, pois esses pólipos podem ser retirados quando pequenos e ainda benignos. O processo de transformação de um pólipo em um tumor invasivo pode durar 7 a 10 anos.

Idade

A incidência é maior em homens e mulheres com idade superior a 50 anos. Não se sabe ao certo porque isso acontece. Uma possibilidade é a de que essas pessoas tenham sido expostas ao fatores de risco por mais tempo.

Diabete e obesidade

Pessoas com diabetes e resistência à insulina podem ter um risco aumentado de câncer de cólon. Além disso, pessoas com obesidade tem mais chances de sofrer com o câncer de cólon e de sofrer complicações da doença.

Tabagismo e alcoolismo

A relação direta entre álcool e câncer de cólon não está completamente estabelecida, como acontece com carne vermelha, frutas e verduras e exercício físico. Entretanto, é sabido que pessoas que ingerem grandes quantidades de álcool estão em maior risco para desenvolver a doença. Este risco é maior para pessoas que ingerem mais de 45 g de álcool por dia (equivalente a aproximadamente três latas de cerveja de 350 mL, três taças de vinho de 150 mL ou três doses de uísque de 40 mL. Além disso, sabe-se que o tabagismo também aumenta o risco de câncer de cólon, uma vez que as substâncias nocivas do cigarro podem afetar as células do intestino.

Doença inflamatória intestinal

O câncer de cólon está relacionado com a retocolite ulcerativa, uma doença autoimune que agride a mucosa colorretal, cujo dano crônico nas células da mucosa favorecem o surgimento da displasia que dará origem à lesão maligna. A retocolite sub-tratada e em atividade e de longa data são fatores que possibilitam a degeneração para o câncer de cólon. Colonoscopia periódicas mantém estes pacientes em vigilância e identifica precocemente lesões suspeitas.

Histórico familiar

Estatisticamente, parece realmente tratar-se de doença hereditária, não obrigatória. Acredita-se que pessoas com avós, pais e irmãos com câncer de cólon expostos a fatores de risco têm muito mais chance de desenvolver a doença, daí a necessidade de se realizarem exames preventivos.

Polipose adenomatosa familiar

Essa é uma doença hereditária, determinada quando há mais de 100 pólipos adenomatosos pelos segmentos dos cólons. Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito quando já há o desenvolvimento do câncer de cólon em pacientes jovens. Nesse caso, todos os familiares diretos devem ser submetidos a colonoscopia para que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível.

Síndrome de Lynch

Doença hereditária autossômica dominante, responsável por cerca de 3 a 5% dos tumores colorretais. Cerca de 70% dos pacientes com a síndrome tem chance de desenvolver câncer de cólon. Pacientes jovens, com manifestações principalmente no cólon direito. Observar esses critérios é importante para avaliar a presença da Síndrome de Lynch:

  • Três ou mais familiares com câncer de cólon, duas gerações sucessivas afetadas e pelo menos um com idade inferior a 50 anos
  • Três ou mais familiares com um dos tumores a seguir: câncer colo-retal, endométrio, intestino delgado, ureter e pélvis renal
  • Pelo menos duas gerações sucessivas e pelo menos um dos tumores diagnosticados em idade inferior a 50 anos.

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