Médica do Monte Sinai amplia alerta na Semana de Luta contra a Tuberculose

Dentro da programação da semana de luta contra a tuberculose, em que órgãos de saúde e instituições de todo o mundo buscam ações que ajudam a reverter a situação da doença em todo o mundo, quem fala sobre o tema no Monte Sinai é a pneumologista do hospital, Márcia Haddad, que também é tisiologista do SUS. Ela alerta para a grave situação da tuberculose em Juiz de Fora, que é a segunda cidade de Minas com alta taxa de incidência da doença, além de ter muitos casos com resistência ao esquema de primeira linha de tratamento. A médica fala sobre os desafios da erradicação da doença proposta para 2030 nas Américas, as dificuldades do diagnóstico e do tratamento. 

Nesta década, em pleno século XXI, a tuberculose ainda mata (em 2016 foram registradas 23.226 mortes e 222.750 novos casos nas Américas). O principal problema é a falta de informação, a pobreza ou outro fator?

Márcia Haddad: Não podemos dizer que é um só fator, mas um somatório de fatores. A meta é acabar com a tuberculose até o ano 2030, mas sem políticas públicas eficazes e abrangentes a doença ainda fará muitas vítimas. É necessária uma abordagem dinâmica, global e multisetorial. A falta de informação é real, tanto do paciente e às vezes do próprio médico que subestima os sintomas, retardando o diagnóstico da doença, facilitando, assim, o contágio e a disseminação do bacilo causador da tuberculose.  As condições socio-econômicas desfavoráveis também facilitam a propagação da infecção.

É uma doença que "voltou" mesmo em países desenvolvidos, certo? E há metas de erradicação propostas na campanha deste ano. Qual papel que se vislumbra para o Brasil, neste cenário?

Márcia Haddad: Infelizmente, o Brasil é responsável por um terço dos casos de tuberculose  nas Américas. É grande o número de pacientes que apresentam tuberculose associada a AIDS, assim, também como é grande o número de óbitos. A doença tem afetado os países mais desenvolvidos também, devido ao grande movimento migratório existente hoje.

E, em Juiz de Fora, como está a situação?

Márcia Haddad: A situação aqui é bastante preocupante e medidas estão sendo tomadas para revertê-la. Inclusive, Juiz de Fora recebeu uma visita de monitoração do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado no intuito de agilizar as medidas de combate a tuberculose na cidade.

No país, a doença só é tratada pelo SUS? Como o Monte Sinai (ou hospitais particulares em geral) atua neste caso?

Márcia Haddad: O tratamento é oferecido pelo SUS, de maneira gratuita a todos os cidadãos. No caso do diagnóstico feito no Hospital Monte Sinai, o paciente deverá ser encaminhado, após a alta, para acompanhamento numa unidade de saúde perto de sua residência, onde receberá a medicação e toda a orientação necessária. E claro, poderá manter o acompanhamento conjunto com seu médico particular.

Pode resumir principais sintomas, ou destacar sinais alertas e como a doença precisa ser tratada?

Márcia Haddad: O tratamento é feito por seis meses e é necessário ressaltar a necessidade de não interrompê-lo antes disso, pois há risco de recidiva da doença.

É usado um esquema terapêutico com quatro drogas nos dois primeiros meses e, a seguir, duas drogas nos próximos quatro meses.

Os principais sintomas são: tosse produtiva que persiste por mais de três semanas, febre vespertina, adinamia (grande fraqueza muscular), emagrecimento.

O diagnóstico é rápido, através do exame de escarro.  A radiografia de tórax ajuda a identificar a extensão das lesões nos pulmões. Lembrando que o pulmão é o órgão mais afetado, mas a doença pode atacar outros órgãos, tais como: rins, ossos, intestino, olhos, pele, por exemplo.

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