O que não pode esperar a pandemia passar

Urgências e emergências não podem esperar a pandemia passar. Você sabe a diferença entre os dois casos e quando é fundamental procurar um serviço de emergência/pronto atendimento?

O medo “atual” das pessoas em procurar um serviço de emergência é mundial. Nos EUA (entre 30/3 e 5/4), o número de pessoas que morreram em casa de ataque cardíaco em Nova York, foi 800% maior, em relação ao mesmo período de 2019, segundo pesquisa da Angyoplast.org.

Você não está sozinho em seu temor, mas não deixe que a falta de informação o transforme em dados estatísticos:

EMERGÊNCIA é tudo aquilo que implica em risco iminente de morte ou sequelas futuras, que deve ser diagnosticado e tratado quando notados os primeiros sintomas e com recursos hospitalares.

São os casos de corte profundo, acidente de origem elétrica, picada de animais peçonhentos, queimaduras, afogamentos, intoxicação por alimento ou medicamento, grave reação alérgica, hemorragia (forte sangramento), dor forte no peito (Infarto do miocárdio?), alteração da fala, paralisia facial e perda de função e/ou dormência nos braços e pernas (derrame?), dificuldade respiratória, inconsciência/desmaio, sangue nas secreções (vômito, urina, fezes ou tosse), febre alta por longo período (XX dias ou xx horas?), convulsões, dores intensas no abdômen (apendicite?), acidentes automobilísticos, em geral, além de quedas.

Já a URGÊNCIA, pode ser entendida como uma situação clínica ou cirúrgica, sem risco de morte iminente, mas que, se não for tratada, pode evoluir para complicações mais graves, sendo necessário, assim como na emergência, o encaminhamento para o plantão hospitalar.

São elas: fraturas, luxações, torções, crise de asma brônquica, dor abdominal de moderada intensidade, retenção urinária em pacientes idosos, febre maior que 38 graus há pelo menos 48h (melhora com antitérmicos, mas volta em até 4h), mais de um episódio de vômito em até 12h, diarréia persistente.

 

EMERGÊNCIA CARDÍACA

Quem nunca sentiu um aperto no peito ou um formigamento nos braços e pensou estar sofrendo um infarto? Mas quando levar a sério e não ficar buscando paliativos?

Tomar uma coca-cola (podem ser gases?), um analgésico, tirar um cochilo para acalmar... O tempo do socorro é decisivo para salvar os músculos do coração (miocárdio) que podem estar morrendo (infarto).

Reconheça os sintomas clássicos: em geral, a dor é um aperto no peito acompanhado de mal-estar, que piora com atividade física e não melhora com medidas convencionais, como mudança da postura. Lembrando que a intensidade da dor pode levar a pessoa a cair no chão e a desmaiar. 

Mas há variantes.

Em homens: a dor do infarto geralmente é percebida como uma pressão no peito. “Não é possível localizar com um dedo”. A dor pode ser acompanhada de suor sem estar sentindo calor – o suor frio, dor nos braços, dor na boca do estômago e até na mandíbula. Tonturas e desmaios durante a dor podem acontecer.

Em mulheres: nelas, os sintomas variam mais. As dores podem ser descritas como queimação e pontadas em região do peito.

 

UM AVC É SEMPRE GRAVE

Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Desta forma, torna-se primordial ficar atento aos sinais e sintomas e procurar atendimento médico imediato.

Os principais sinais de alerta para qualquer tipo de AVC são:

  • fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
  • confusão mental;alteração da fala ou compreensão;
  • alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
  • alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar;
  • dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.

 

SESPE MATA

A sepse (conhecida erroneamente, como "infecção generalizada") é uma inflamação que acomete todo o corpo quando a pessoa tem uma infecção em determinado local (pneumonia, infecção urinária, meningite etc). Em geral, começa fora do hospital e precisa ser reconhecida rapidamente ao chegar aos Serviços de Emergências para ser tratada adequadamente. Por isso, protocolos padronizados são fundamentais.

Mas o leigo tem mais dificuldade em reconhecê-la e pode demorar a buscar socorro. Por isso, fique atento a:

  • Febre
  • Frequência cardíaca aumentada = taquicardia
  • Dificuldade para respirar ou frequência respiratória aumentada
  • Pressão arterial baixa (hipotensão)Menor quantidade de urina
  • Alterações neurológicas, que podem ser desde ansiedade e desorientação até confusão mental e perda de consciência.

A identificação rápida da infecção e o início do antibiótico adequado, preferencialmente administrado por via venosa, são fatores definitivos para uma melhor evolução, portanto, o atendimento médico e exames de urgência são imprescindíveis e não devem ser adiados.

 

EMERGÊNCIAS OBSTÉTRICAS E GINECOLÓGICAS

Quando a mulher sabe que está grávida fica alerta a sintomas que podem por em risco seu bebê e a gestação. Mas será que sabem quando não dá para aguardar seu obstetra e procurar o pronto-socorro?

Sinais de urgência obstétrica: sangramento vaginal ou qualquer perda de líquido pela vagina; inchaço importante do rosto, dedos da mão e pernas; dor de cabeça forte e demorada; dor na barriga ou contrações e puxões do útero; vista embaçada ou problemas de visão que aparecem de repente; vômitos que duram muito; febre e calafrios; o bebê se mexer de modo muito diferente do habitual ou não se mexer por 10 ou 12 horas.

Mas existem urgências e emergências ginecológicas?

Urgências, nestes casos, podem estar mais comumente ligadas à violência sexual ou ruptura de órgãos por contusão grave. Ou se a mulher não sabia de uma gravidez e tem hemorragia, independente de reconhecer a gravidade, o ideal é buscar um pronto-atendimento. Já as emergências ginecológicas, casos que podem se agravar podem estar ligados a:

Doença inflamatória pélvica: infecção bacteriana que acontece no útero, nas trompas e em outros órgãos reprodutivos. Os sintomas são dor pélvica ou abdominal crônica, náusea, febre alta, vômitos e secreção vaginal malcheirosa. O tratamento é feito com antibióticos e analgésicos para a dor, que impede muitas mulheres de realizar até mesmo suas atividades rotineiras.

 

URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS

Quedas, queimaduras, cortes são claramente consequências urgentes do excesso de energia infantil e o “acidente” leva os pais a chamarem socorro ou correrem ao hospital sem titubear. Mas e quando as queixas não são tão visíveis e mesmo durante a pandemia é hora de procurar um serviço de emergência?

Febre: caso não baixe em 72 horas – ou se a temperatura até cair, e a criança continuar apática;

Diarreia: a maior preocupação é quando a criança fica desidratada. Sintomas tradicionais da desidratação são lábios e língua seca, diminuição e escurecimento da urina e olhos fundos, além de desânimo e sonolência. Torna-se ainda mais grave, se o problema vem acompanhado de vômitos,com a criança rejeitando líquidos, passando a atuar como outro fator de risco e de maior gravidade.

Problemas na respiração: nesses casos, se a crianças ficar ofegante ou parecer “cansada” com tarefas triviais. Fadiga excessiva levanta a suspeita para doenças respiratórias e infecções mais sérias.

Alergia:  manchas e coceira justificam a ida a um pronto-socorro, principalmente, se houver dificuldade para respirar.Chiado no peito e tosse rouca, devem ser examinados por especialistas. Verifique inchaços na garganta e nos lábios, que podem ser um sintoma precoce de choque anafilático.

Intoxicação acidental ou propositada: sempre vá diretamente ao hospital. Não induza vômitos e, sempre que possível, tente pegar o rótulo do produto para fornecer ao médico detalhes que poderão ajudar no tratamento.

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