Pediatra alerta sobre riscos da campanha antivacina e da doença

Um aumento de 400% nos casos de sarampo na Europa e a volta do sarampo no Brasil, que já estava erradicada nas Américas, são dados relacionados a uma campanha antivacina que vem tomando proporções globais. O médico Fernando José Mesquita de Oliveira, Pediatra responsável pela Sala de Parto do Monte Sinai e Pediatra emergencista do Hospital, confirma que esta relação é desastrosa e alerta sobre o fato da doença ter consequências graves, especialmente para adultos e crianças menores de um ano.  

O sarampo estava erradicado das Américas e voltou, certo? Quais os principais motivos deste retrocesso?

Sim, a América foi declarada a primeira região a erradicar o vírus do sarampo de seu território, porém, atualmente, alguns casos da doença voltaram a ser notificados. Não há dúvida de que o maior motivo desse retrocesso esteja relacionado à ausência da vacinação. 

Há um movimento mundial contra a imunização, procede? Como avalia isso?

Sim, e grande parte dos casos notificados podem estar associados ao movimento antivacina. Este movimento é representado por pais e ou responsáveis que decidem não vacinar as crianças por motivos como: religiosidade, crenças filosóficas, oposição a indústria de imunização, preocupação atrelada aos possíveis efeitos colaterais – os quais, geralmente, são bem tolerados – entre outros. Como médico, penso que, embora no Brasil, este movimento ainda não seja tão forte como em outros países, deve ser motivo de preocupação entre nós, profissionais da saúde. Através de campanhas de esclarecimento em relação à vacinação e à sua importância, podemos conscientizar os pais e ou responsáveis sobre a relevância da imunização das crianças contra doenças altamente contagiosas como o sarampo.  

Há outra forma de prevenção além da vacina?

Não, a vacinação é a única maneira de prevenção contra o sarampo.

Antigamente os pais e ou responsáveis achavam bom quando a criança "pegava a doença e ficava imune", isso ainda acontece? O que mudou nesta forma de encarar o problema? 

Realmente há relatos de que no passado os pais ou responsáveis deixavam as crianças em contato com quem estava acometido com doenças contagiosas como o sarampo, por exemplo, na certeza de que fosse algo positivo para a imunização. Penso que hoje essa não seja uma prática recorrente, pois está comprovado que a vacinação é a forma de prevenção mais segura contra o vírus.  

Quais são os sintomas causados pelo vírus do sarampo? 

Os principais sintomas que caracterizam o sarampo são: febre alta, mal estar, exantema máculo-papular (manchas avermelhadas pelo corpo), coriza, tosse seca, conjuntivite com fotofobia e com lacrimejamento e manchas de Koplik (pontos branco-azulados localizados na mucosa bucal na região próxima aos molares). 

A gravidade da doença é a mesma na fase infantil e na fase adulta?

É importante destacar que o sarampo é uma doença viral grave, transmitida pelas secreções respiratórias. Ela geralmente se manifesta de forma mais grave em adultos e em crianças menores de um ano de idade.

Como é a indicação da vacinação contra o sarampo?

A Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP e a Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm indicam que imunização do vírus do sarampo seja realizada da seguinte maneira: duas doses da vacina sarampo, caxumba e rubéola, a primeira aos 12 meses e a segunda entre 15 meses e 2 anos de idade (junto com a vacina varicela), podendo ser usadas as vacinas separadas (SCR e varicela) ou combinada (Tetra Viral: SCRV). Para crianças maiores, adolescentes e adultos não vacinados, são recomendadas duas doses com intervalo mínimo de um a dois meses entre as doses. 

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