Saiba mais sobre a nutrição do paciente com disfagia

O termo disfagia pode se referir tanto à dificuldade de iniciar a deglutição, quanto à sensação de que alimentos sólidos e/ou líquidos estão retidos de algum modo na passagem da boca para o estômago. Disfagia, portanto, é a percepção de que há um impedimento ao engolir uma refeição.

Sintomas frequentemente associados:

 

  • Dificuldade em iniciar a deglutição;
  • Regurgitação nasal;
  • Tosse;
  • Fala anasalada;
  • Engasgar com ou sem tosse;
  • Halitose (mau hálito).

Disfagia e sua relação com a nutrição:

Pacientes com disfagia diminuem a ingestão de alimentos e líquidos, podendo levar rapidamente a um quadro de desidratação e desnutrição.

A principal consequência da disfagia pode ser a broncoaspiração, ou seja, alimentos ou a própria saliva que vão para o pulmão.

Tratamento nutricional do paciente disfágico:

Após avaliação, a fonoaudiologia define a via de alimentação e é feita a recomendação da textura dos alimentos a serem consumidos de acordo com as condições do paciente. A consistência mais adequada dependerá da avaliação clínica do paciente e uma análise detalhada do grau de disfagia. Isso dará subsídios para o nutricionista e o fonoaudiólogo indicarem a melhor consistência da alimentação oral.

O tratamento dietoterápico para a disfagia tem alguns objetivos:

- Prevenir que o paciente aspire, sufoque-se ou engasgue-se com o alimento ou líquido;

- Facilitar a deglutição, deixando-a segura e independente, diminuindo assim o risco de aspiração (entrada de líquido nos pulmões);

- Fornecer nutrientes necessários, manter e recuperar o estado nutricional do paciente, evitando e corrigindo a desnutrição.

Alimentos que devem ser evitados:

 

  • Água pura, refrescos muito líquidos, leite puro, café e chás;
  • Alimentos que esfarelam como bolo, torrada e biscoito;
  • Alimentos como biscoitos secos, arroz seco, flocos de cereais secos, pães crocantes e miolo de pão;
  • Queijos secos ou derretidos;
  • Ovos muito cozidos;
  • Carnes sem molhos e em grandes pedaços, e peixes com espinhas;
  • Frutas cruas (exceto banana);
  • Frutas secas como banana passa, uva passa e damasco;
  • Frutas muito fibrosas como abacaxi e manga;
  • Hortaliças cruas (folhosos, cenoura ralada), em pedaços grandes (beterraba), com muita fibra (couve, espiga de milho, ervilha);
  • Sopas muito líquidas ou com pedaços de hortaliças;
  • Massas e tortas secas, sobremesas com frutas secas, caramelos duros e chocolates.

 

Obs.: Todos os alimentos acima podem ser ofertados ao paciente que tenha a possibilidade via oral, desde que sejam homogeneizados, batidos, coados ou espessados.

Segundo Augusto Martinez, nutricionista do Hospital Monte Sinai, "detectada a insuficiência de ingestão alimentar e de ingestão hídrica, podemos utilizar nutrientes farmacológicos concentrados de proteínas, minerais, vitaminas, fibras, calorias e outros suplementos".

Se o problema persistir a recomendação é fazer uso de vias alternativas de nutrição como a dieta por sonda. Por isso, a equipe de fonoaudiologistas, que tem como função viabilizar a alimentação por via oral de forma segura indica, quando necessário, uma via alternativa, como uso da sonda nasogástrica, por exemplo. Sua abordagem é fundamental, principalmente em pacientes graves, como nos casos de AVC (Acidente Vascular Cerebral), traumas encefálicos ou qualquer outra patologia que traga comprometimento da deglutição, fala, voz ou linguagem.

"A instalação de vias alternativas de alimentação muitas vezes é postergada desnecessariamente por resistência familiar ou por desconhecimento, e isso pode agravar a doença e o grau de desnutrição. Inclusive a instalação de sonda não impede a ingestão oral, para pacientes que possam fazer uso desta forma de ingestão. A alimentação via sonda apenas traz uma maior possibilidade de nutrir e hidratar o paciente disfágico", relata o nutricionista.

Esta atuação multidisciplinar de fonoaudiólogos, nutricionistas, médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde só aumentam a segurança do paciente e garantem uma assistência que trabalha de forma preventiva quanto as consequências graves da disfagia.

 

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