Eletrofisiologia do Monte Sinai realiza técnica inédita em Minas

Foi realizada pela primeira vez em Minas Gerais, no Hospital Monte Sinai, a extração dos cabos-eletrodos de um dispositivo cardiodesfibrilador (CDI) através de bainhas a laser. O procedimento foi conduzido pelo cardiologista e eletrofisiologista Hélio Brito Jr. que explica como esta técnica inovadora permite a liberação de fibroses e aderências intravasculares e cardíacas, de forma minimamente invasiva, através de feixes de laser de alta precisão e performance. Com a utilização das bainhas a laser e o apoio de um equipamento chamado Excimer Laser, foi possível evitar que o paciente, com um quadro de infecção no dispositivo implantado há mais de sete anos, fosse submetido a uma complexa cirurgia cardíaca (de peito aberto e com circulação extra-corpórea).

No procedimento, realizado no Centro Cirúrgico do Monte Sinai, Dr. Hélio Brito Jr. contou com o suporte do cardiologista Dr. Thiago Schroder, do cirurgião cardiovascular Dr. Antônio Miana, do residente em Cirurgia Cardíaca Dr. Frederico Ayres, além dos anestesistas Dr. Rafael Barra, Dra. Anelie Falconi e do residente de anestesia Dr. Lucas.

A técnica

O eletrofisiologista explica que nos dispositivos implantáveis (marcapassos e CDIs), além do gerador implantado sob a pele, a conexão com o coração é feita por cabos-eletrodos que entram no organismo pelas veias. Com o passar dos anos, podem ocorrer aderências destes cabos à superfície das veias e do coração.“No caso do paciente houve uma infecção no dispositivo implantado. Apesar da ocorrência ser rara, acontece. Como o dispositivo havia sido implantado há mais de sete anos, já havia bastante fibrose e aderência dos cabos-eletrodos. Não bastaria fazer um simples tração dos cabos para retirá-los, havia risco de uma rotura vascular ou cardíaca e do paciente ter complicações ou necessitar de uma cirurgia de grande porte, de peito aberto. E neste caso específico, por conta da infecção, a retirada do sistema era obrigatória”, conta Dr. Hélio.

A intervenção conservadora seria a cirurgia cardíaca de peito aberto, em que o paciente precisaria de circulação extracorpórea, com o coração parado, para a extração completa dos cabos-eletrodos e depois um pós-operatório complexo, de cinco a sete dias de internação, vários deles em UTI. Há alguns anos, desenvolveu-se uma nova tecnologia que utiliza bainhas a laser, que conduzem feixes de luz pulsáteis e são de alta performance e precisão para liberar aderências. As bainhas entram no organismo pelas mesmas veias em que estão os cabos-eletrodos, liberando as fibroses de forma precisa e segura.“Como se fossem tubinhos finos, as bainhas são introduzidas através dos cabos-eletrodos, emitem feixes de laser bem focados em torno dos cabos-eletrodos aderidos e seguem liberando estas aderências aos vasos e ao coração, até a completa remoção dos mesmos. Esta é a tecnologia mais avançada no mundo para este tipo de intervenção”, conclui o médico.

  

Diferença entre marcapasso e CDI

Quando o coração funciona fora do ritmo normal (muito lento ou muito acelerado) às vezes são necessários dispositivos, conhecidos como “marcapassos”, implantados sob a pele e ligados ao coração através de cabos-eletrodos para regularizar os batimentos. Porém, “marcapasso” não é uma coisa única, há diferentes tipos de dispositivos implantáveis que funcionam como um gerador de pulsos elétricos. “Quando nossos batimentos estão muito lentos, abaixo de 40 por minuto, é preciso estimular o coração para que volte a bater normalmente, sem cansaço, sem falta de ar e sem tontura. Quando o nosso ‘marcapasso natural’ (o coração) está fraco, o marcapasso artificial funciona como uma bateria extra, que estimula o coração e restabelece o seu funcionamento com ritmo adequado.

Já o CDI, que é, na forma, parecido com o marcapasso, tem função completamente diferente. O CDI é um dispositivo que monitora e trata alterações do ritmo do cardíaco que podem provocar uma parada cardíaca e morte súbita. Este dispositivo (um verdadeiro micro-computador), ao reconhecer um distúrbio do ritmo cardíaco muito acelerado, taquicardia ou fibrilação ventricular, com risco de morte súbita, aciona automaticamente o tratamento através de um choque para reverter a arritmia potencialmente fatal.

Todos os dispositivos eletrônicos implantáveis precisam de manutenção periódica. A cada seis meses, ou menos, o paciente deve ir a uma clínica especializada em avaliação clínica e programação destes aparelhos, quando é feita checagem de como estão a bateria, os cabos-eletrodos, o circuito eletrônico, o registro de arritmias, assim como é realizada a programação personalizada do dispositivo para cada paciente. Tudo é verificado periodicamente e problemas como o do paciente do Monte Sinai podem ser detectados e encaminhados para tratamento especializado, no caso, uma infecção no dispositivo, que poderia se tornar fatal.

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