Hemodinâmica já realiza o FFR para detectar lesões isquêmicas

O Serviço de Hemodinâmica do Monte Sinai passa a disponibilizar, como procedimento auxiliar na investigação da lesão coronariana, o FFR, do inglês, Reserva de Fluxo Fracionado. Sua utilização diagnóstica vem crescendo em volume e importância no mundo todo por conta das evidências científicas que apresenta. O procedimento tem resultados precisos e que ajudam a validar a melhor conduta a ser tomada em caso de isquemia miocárdica relacionada ao estreitamento da coronária.

Gustavo Ramalho, Cardiologista Intervencionista e diretor do Serviço, explica que são necessárias duas informações importantes para definir se a conduta na abordagem de pacientes coronariopatas. Além da informação anatômica - se há estreitamento, qual a gravidade, número de lesões - investigação normalmente feita através da coronariografia; é preciso saber previamente se a lesão gera isquemia (comprometimento do fluxo sanguíneo de uma artéria). Já existem exames que ajudam a comprovar a isquemia, como cintilografia ou Stress-Eco, mas o FFR é uma ferramenta precisa que permite tirar a dúvida sobre qual ou quais são as lesões culpadas.

Com o FFR, a correlação é comprovada com emissão de parâmetros cientificamente comprovados pela literatura médica. Isso é feito introduzindo um fio-guia específico, um transdutor de pressão, por cateterismo, permitindo comparar as pressões sanguíneas antes e após a obstrução o que produz um gráfico que indica parâmetros específicos da relação entre o estreitamento e o risco de isquemia. Se este resultado for acima de 0,80 o tratamento da lesão pode ser apenas clínico. Mas se for menor, é indicada a realização do procedimento de revascularização, seja por angioplastia, mais comum, ou cirurgia aberta.

 

Custo-benefício

Gustavo Ramalho exemplifica a importância do FFR para tirar dúvidas como a de um paciente atendido recentemente. Ele tinha duas lesões na coronária direita, mas não se sabia qual era isquêmica. O procedimento padrão seria corrigir as duas. Mas com o resultado da Reserva de Fluxo Fracionado, ficou claro que só uma lesão precisava ser tratada. "Então, em vez de dois stents, usamos um só. Isso reduz o tempo da angioplastia, o risco do procedimento invasivo, e o custo para a fonte pagadora. E com um tratamento baseado na literatura médica, que garante tranquilidade ao paciente".

Normalmente o FFR é um procedimento eletivo e deve ser usado com critério em paciente estáveis. A decisão para sua indicação, em geral, é compartilhada entre o cardiologista clínico e o intervencionista, dependendo do quadro do paciente, do caso, do tipo de dúvida quanto às lesões.

Como Chegar Marker

Urgência, emergência,
atendimento ambulatorial e visitas a unidades fechadas (utis)

Rua Vicente Beghelli, 315

pacientes internados, visitantes e acompanhantes

Avenida Presidente Itamar Franco
(antiga Av. Independência), 4000

fornecedores e entregas

Rua Antônio Marinho Saraiva, s/n

Heliponto

Latitude: 21º 46' 862" Sul
Longitude: 043º 21' 887" Oeste

Copyright © 2004 Hospital Monte Sinai. Todos os direitos reservados. Endereço: Av. Presidente Itamar Franco 4000, Cascatinha - Juiz de Fora/ MG CEP: 36033-318 / Telefone: (32) 2104-4455 / (32) 2104-4000

Quality Safaty - Hospital Monte Sinai
Desenvolvido por: Logohandcom2