Médico-paciente confirma eficácia do protocolo de AVC agudo

Germano Magalhaes, 65 anos, cardiologista, no início de fevereiro esteve do outro lado de uma emergência médica e pôde comprovar a diferença que fez em sua vida a agilidade no atendimento, garantido por um protocolo bem organizado e bem executado no caso do AVC agudo.

Ele estava amarrando o sapato para sair e caiu. Bateu forte a cabeça, mas continuou lúcido e tentou se levantar sozinho. Não conseguiu, pois estava hemiplégico (perda completa dos movimentos de um lado do corpo). Uma filha médica entendeu que era um AVC de imediato e ajudou a removê-lo, enquanto a outra já ligava para o Monte Sinai para avisar que estavam a caminho.

O médico conta que logo foi atendido na Emergência e em poucos minutos fazia uma tomografia. Foi logo informado pelo neurologista Bruno Barbosa que se tratava de um AVC isquêmico e que fariam uso de uma medicação venosa (trombolítico), na tentativa de reversão dos sintomas. Dr. Germano foi encaminhado à Unidade de AVC do hospital, que compõe a Unidade de Terapia Intensiva. “Cheguei totalmente hemiplégico, mas na primeira noite já percebi diferença, no dia seguinte mexi o braço e no outro, a perna. Permaneci quatro dias na UTI e saí do hospital andando. Hoje, 15 dias após o episódio, já subo oito a nove andares de escadas”, conta ele.

Não é por ser médico que o cardiologista teve um atendimento rápido ou por ter uma filha médica com capacidade de reconhecer os sintomas. A rapidez da família no socorro é sempre fundamental no sucesso do tratamento, mas qualquer pessoa que chega à Emergência do Monte Sinai, ou tenha um episódio internada, vai passar pelo mesmo protocolo de AVC agudo, implantado no hospital há cerca de seis meses. Além de definido e cronometrado passo a passo, com prazo para chegar ao exame de imagem e ser feita a aplicação do trombolítico (quando é o caso), o protocolo conta com o suporte de um aplicativo que avisa em segundos toda a equipe para se mobilizar e conduzir os passos do atendimento.

“Superou minhas expectativas. Comigo o processo funcionou maravilhosamente bem”, confirma Dr. Germano que, como médico, sabe que tecnicamente eram boas as possibilidades de sucesso, mas poderia haver complicações. “Não tenho dúvida de que o primeiro atendimento fez a diferença, até porque tenho como comparar. Há três anos, meu irmão teve o mesmo tipo de AVC que eu, mas não foi feito o trombolítico, porque não se sabia há quanto tempo tinha acontecido o acidente. O episódio também foi assintomático e ele estava dormindo no momento do AVC. Ele não se recuperou totalmente, até hoje está numa cadeira de rodas”.

    

O neurologista Bruno Barbosa, responsável pela implantação do protocolo e pela Unidade de AVC do Monte Sinai, reforça a importância da sintonia da equipe. No Monte Sinai, todos os setores envolvidos no protocolo foram exaustivamente treinados para que o processo funcione sempre como esperado. O centro de diagnóstico tem que estar sempre disponível, a enfermagem é fundamental em cada passo e o neurologista de sobreaviso, tanto é avisado do início do processo, quanto pode ver a imagem da tomografia e outros exames pelo celular, enquanto se desloca para o hospital. Cada passo do protocolo foi pensado para reduzir o tempo porta-TC, o prazo entre a entrada do paciente na Emergência e o início da tomografia computadorizada. Este indicador é monitorado mês a mês e o resultado é animador. Principalmente por garantir a sobrevida dos pacientes com o mínimo de sequelas.

Leia mais sobre o protocolo de AVC do Monte Sinai em Unidade de AVC

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