Monte Sinai é o primeiro de Minas a disponibilizar Radioembolização

Através de um processo de atuação conjunta, pelos serviços de Radiologia Intervencionista, Hemodinâmica e de Medicina Nuclear do Monte Sinai, o hospital foi habilitado, recentemente, para realização de um procedimento inovador no Brasil: a Radioembolização ou radioterapia intra-arterial seletiva. Um procedimento minimamente invasivo que atua como uma braquiterapia, mas, em vez da implantação de sementes radioativas no órgão afetado, permite a liberação de micropartículas radioativas carregadas com resina de Itrio-90, por procedimento endovascular, na artéria hepática. O médico responsável pela nova técnica é o radiologista intervencionista Rafael Gustavo Gomide Alcántara, que explica as vantagens e etapas da terapia.

“O procedimento é indicação padrão no exterior para tratamento do câncer metastático e primário do fígado. Trata-se de uma técnica realizada em duas etapas. A primeira consiste em fazer um mapeamento da vascularização hepática, com dois objetivos. Primeiro, definir se existe algum ramo colateral que poderia deixar escapar radiação do fígado e atingir órgão não-alvo. Neste mesmo procedimento que mapeia, já é feita a embolização (entupimento de vasos com microesferas ou molas) destes ramos que fogem do fígado. O segundo objetivo é uma cintilografia pulmonar. Nela avaliamos um shunt hepático-pulmonar. Se ele for elevado, acima de 20%, não podemos fazer o ítrio pelo risco de pneumonite por radiação”, conta ele.

Depois, a segunda etapa, resume-se a entrega do radiofármaco. As micropartículas carregadas com Itrio são entregues através de cateterismo superseletivo das artérias hepáticas, e para sua manipulação, é necessário um aparato especial, por ser radioativo e evitar a contaminação do ambiente. O complexo na técnica é estabelecer a dosagem correta que tenha o maior ganho terapêutico sem expor o paciente a riscos, a dose é personalizada para cada paciente e calculada a partir de protocolos que consideram o volume de doença, volume corporal e volume hepático. É a fase mais importante do tratamento e exige o trabalho da equipe de Medicina Nuclear e dos Radiologistas Intervencionsitas a fim de estabelecer a dosimetria exata, “justamente o que vai evitar complicações pós-radioterapia inter-hepática”, completa o médico.

Outra questão que chama a atenção é a logística, pois o material a ser infundido no paciente vem de dos Estados Unidos e desembarca em São Paulo, só após sendo encaminhada para Juiz de Fora, por esse motivo, o dia da marcação tem que ser precisa, pois o atraso de dias pode fazer as partículas perderem energia e necessitar maior volume de partículas para obter maior dose, o que não é desejável.

A grande vantagem é ser uma terapia que funciona muito bem no tratamento de câncer de fígado metastático refratário a outras terapêuticas. Também já é recomendado para hepatocarcinoma, seja nos casos refratários a quimioembolização ou em fase avançada ou tumores grandes, em pacientes com bom estado clínico. A vantagem sobre as demais opções terapêuticas, apesar de ser uma radioterapia intra-arterial, é que o procedimento praticamente tem baixa morbidade e o paciente pode ter alta até no mesmo dia, com taxa de complicação muito baixa. Outra vantagem  é que os tratamentos quimioterápicos prévios não influenciam negativamente no efeito da técnica.

  

Pioneirismo

O Monte Sinai deve ser o primeiro hospital de Minas a adotar a técnica. “Nem em Belo Horizonte temos notícia de tentativas ainda. O Rio de Janeiro já tem casos, mas no país, a maioria está sendo feita apenas no Einstein e no Sírio. Já realizados o primeiro caso com sucesso, sem complicações e com excelente resultado. Nas primeiras atuações teremos um “proctor” (médico já experiente na técnica), para auxiliar e completar a habilitação do procedimento no hospital, depois seguimos sozinhos”, explica Rafael Gomide.

Ele reforça que fora do Brasil esta já é quase uma atuação corriqueira, inclusive em alguns centros utilizando como primeira linha para hepatocarcinoma em determinado estadio, no lugar da quimioembolização, que é padrão no Brasil. “Há tendência de se tornar mais comum aqui também, visando beneficiar mais pessoas”, afirma o médico. Exatamente por ser minimamente invasiva, em regime de curta internação e morbidade muito baixa. Pode beneficiar também muitas pessoas com doença metastática no intestino, câncer colorretal, em que já falhou a tentativa de outra linha terapêutica como a quimioterapia. E já há outras metástases em que a técnica está sendo utilizada, como mama, melanoma e outras lesões, mas em menor escala, e também nos tumores de vias biliares. “São pacientes, em geral, clinicamente muito bem, que mantem suas atividades diárias inalteradas. Antes desta opção, alguns poderiam estar em fim de linha terapêutica, sendo que não são pacientes terminais do ponto de vista clínico”, conclui.

 

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