Monte Sinai é o primeiro hospital da rede privada credenciado para Transplante de Medula Óssea no interior de Minas

O Monte Sinai foi autorizado pelo Ministério da Saúde (MS), no final de 2013, para realização de Transplante Autólogo de Medula Óssea (TMO). Depois de várias avaliações de sua infraestrutura, dos especialistas médicos e reconhecimento da capacitação da equipe de enfermagem, o Hospital está credenciado a receber pacientes para tratamento de uma série de doenças que podem ser curadas pelo transplante do tipo autogênico.

O Hospital foi o primeiro do setor privado no interior de Minas a ser credenciado pelo MS. Atualmente está em fase de negociação com os convênios a fim de receber os primeiros pacientes, uma vez que o procedimento faz parte do rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

O TMO autogênico trata uma série de doenças malignas potencialmente curáveis, mas convencionalmente encaminhadas apenas ao procedimento quimioterápico usual na rede privada. O processo, clinicamente denominado "quimioterapia em altas doses seguido de resgate hematológico com células progenitoras do sangue periférico", utiliza o suporte de células-tronco retiradas da medula do próprio paciente, e com resultados até 70% superiores. "As chances de cura do paciente utilizando doses habituais de quimioterápicos são bem menores, com grande impacto na qualidade de vida e na sua capacidade produtiva, devido à toxicidade severa na medula óssea, que pode levar a infecções graves e necessidade de transfusões frequentes. O transplante autogênico, contorna esse problema, possibilitando o tratamento desses pacientes com grande sucesso", explica o chefe do recém-criado Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital Monte Sinai, Angelo Atalla.

O procedimento já é realizado rotineiramente há mais de 40 anos em todo o mundo. Todas as etapas consomem, em média, 100 dias e o paciente passa a ter apenas o acompanhamento ambulatorial por cerca de um ano.

Este tipo de transplante, além de não depender de doadores ou fila de espera - por usar tecido do próprio paciente -, é recomendado, por estudos nos Estados Unidos e Europa, como a primeira indicação para doenças como Mieloma Múltiplo e Linfomas não Hodgkin (de malignidade intermediária ou alta em recaída ou como consolidação para os de alto risco) e doença de Hodgkin (com resistência primária ou em recaída). Além de outras neoplasias, como linfomas não-Hodgkin indolentes; leucemias agudas; tumores de células germinativas; neuroblastoma e, mais recentemente, para cura de diversas doenças auto-imunes, principalmente a Esclerose Multipla.

A infraestrutura ambulatorial dedicada ao Transplante no Monte Sinai disponibiliza dois leitos especialmente equipados com todos os requisitos previstos pelo MS, inclusive filtro HEPA (sigla em inglês para uma tecnologia empregada em filtro de ar com alta eficiência na separação de partículas). Além de todo o suporte de alta complexidade, centro cirúrgico e terapia intensiva que fazem do Hospital referência regional de assistência hospitalar de ponta. O tratamento é conduzido por hematologistas e hemoterapeutas com formação específica em transplante de medula no país e no exterior, com larga experiência e também credenciados pelo MS na mesma portaria que reconhece a estrutura do Monte Sinai. Uma grande equipe multidisciplinar - composta por enfermeiros, fisioterapeutas, odontólogos, dentre outros profissionais, capacitada especificamente para dar suporte aos processos de diagnóstico e tratamento -, completa o Serviço no Monte Sinai.

Como é o tratamento

A quimioterapia em altas doses seguida de resgate hematológico com células progenitoras do sangue periférico é constituída de três fases. Primeiro, há uma mobilização das células progenitoras. Ela consiste na administração de uma dose de quimioterapia, associada a fatores estimuladores da hematopoiese (hormônios) para a migração destas células para o sangue periférico. Fase que é, normalmente, realizada ambulatorialmente. Então, é feita a coleta das células progenitoras do sangue periférico, que é realizada através de aférese em (uma máquina separadora de células). O material coletado é congelado progressivamente utilizando-se um refrigerador programável computadorizado. E, finalmente, as células progenitoras são criopreservadas em recipiente de nitrogênio líquido, mantendo-se viáveis por um longo período.

Dependendo de uma avaliação terapêutica ideal do paciente (feita pela equipe multidisciplinar), ele recebe a quimioterapia em altas doses, seguido da reinfusão das células progenitoras, que é realizada com o paciente internado. Angelo Atalla explica que tais doses são muito maiores do que aquelas empregadas usualmente e causam a destruição irreversível da medula óssea. É uma fase crítica, onde a estrutura física e o suporte do Hospital e sua equipe são fundamentais, mas o intuito é reconstituir a hematopoiese normal (a produção de eritrócitos, leucócitos e plaquetas), etapa em que o paciente recebe as suas células progenitoras do sangue periférico que se encontravam criopreservadas. "Entre 14 e 21 dias ocorre o restabelecimento da produção da medula óssea, normalizando completamente a produção das células do sangue. Após este período o paciente recebe alta, não necessitando mais de novos tratamentos quimioterápicos". Comparado ao procedimento usual num caso de linfoma com recaídas, por exemplo, onde a chance de cura se limita de 10% a 20%, com o TMO autogênico, a média de sucesso sobe para 54%, conclui Atalla.

A conquista do Monte Sinai foi destaque no Mesa de Debates da TVE. 

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