Monte Sinai se emociona com a perda de Elaine Junqueira

Elaine de Fátima Junqueira Ferreira, médica responsável pela Gestão do Corpo Clínico, foi uma grande perda para o Monte Sinai. O site do Hospital prestou uma pequena homenagem à Elaine, exemplo de mulher e de médica, através do depoimento de colegas que viveram a profissão com ela no Monte Sinai.

Diretor do Monte Sinai fala da importância de Elaine Junqueira para o Hospital

20 de janeiro de 2014 - Jorge Montessi, cirurgião torácico e Diretor Adjunto Médico, responsável pelo Corpo Clínico do Monte Sinai, deu um depoimento especial para o Site do Monte Sinai. Mesmo sob a comoção recente da perda de sua titular médica na pasta da Gestão do Corpo Clínico, ele retratou, com muita saudade, Elaine de Fátima Junqueira Ferreira, vencida por um câncer no último dia 19 de janeiro. Continue lendo...

Para Jorge Montessi, Elaine era uma ginecologista da melhor qualidade, principalmente no aspecto relacionamento médico-paciente. "Ela era muito competente profissionalmente do ponto de vista técnico, mas sua diferenciação era muito maior sob o aspecto humano. Ela tratava as pessoas com muito carinho, com afeição e com muita simplicidade. Isso faz o diferencial do médico".

E acrescenta, opinião compartilhada com todos que conviveram com Elaine, que, acima de tudo, ela era uma pessoa muito ética, nas indicações das suas cirurgias, na forma de tratar a todos e era especial no carinho com que acompanhava seus partos. "Eu a conheci na década de 80, quando trabalhamos juntos, no antigo Hospital Bom Pastor, e ela foi sempre esta simpatia, competência e este carisma", reforça ele.

Na Gestão do Corpo Clínico

Jorge Montessi conta que há três anos e meio, quando o Hospital precisou de alguém com um perfil especial para trabalhar com ele na Gestão do Corpo Clínico, teve a felicidade de convidá-la para desenvolver o trabalho. "A Elaine trabalhou, mesmo depois que ficou doente, com muita garra, muita ética, com muita força de vontade. Estava sempre disposta a ajudar, lutava com muita dignidade em relação à doença e preparando a vida dos filhos, pois tinha grande preocupação quanto ao futuro deles".

Ela atuou junto à gestão nestes últimos anos no Monte Sinai, colocando sua personalidade única no trabalho. Ela, como médica gestora do Corpo Clínico, era a ouvidora médica e executora da pasta. Mas se propôs a ser ouvidora também dos pacientes, o que não era obrigação do cargo. Jorge Montessi explica que ela trouxe um novo ingrediente em relação à proposta inicial do trabalho, por que sua condução fez grande diferença não só na gestão do corpo clínico, mas também na gestão assistencial. Ela se destacava, tratando com carinho as famílias; ela os ouvia e dava retorno. Dentro do que ela apreendia, buscava corrigir práticas, no que era pertinente quanto às solicitações e reclamações, ajudando a melhorar processos e posturas da equipe.

"Ela foi muito importante, na vida, para todo mundo. E sempre uma colega diferenciada, que se preocupava com os outros. Nunca deixava nada a influenciar, se ela não pudesse ajudar, não atrapalhava", enfatiza ele, destacando que ela estava sempre disposta a participar positivamente da vida das pessoas. "Elaine não se deixava abater por nada. Com certeza, ela vai fazer muita falta. Deus a levou muito precocemente, aos 59 anos, mas espero que Ele a proteja onde estiver e nos ajude a encontrar alguém - não que a substitua - mas que nos ajude a minimizar a sua perda", conclui Jorge Montessi.

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Juntas na profissão há mais de 25 anos, sócia tenda dimensionar a perda da amiga Elaine

22 de janeiro de 2014 - Elaine Junqueira vai fazer grande falta para a família, com certeza, para o Hospital Monte Sinai e os muitos amigos que deixou na profissão e na vida. Mas para uma pessoa, em especial, a perda tem um impacto muito forte. Rosângela Malvacinni, ginecologista e obstetra, tinha com ela um relacionamento que, com dificuldade de traduzir em palavras, define como "sublime". Sócias no consultório desde sempre e em mais de 25 anos atuando em dupla em todos os procedimentos cirúrgicos, nos plantões, em cada parto, fosse normal ou cesárea, elas pretendiam encerrar a carreira juntas também. Continue lendo...

"Desde o início atuando em dupla, crescemos juntas na profissão. Nós já nos entendíamos apenas pelo olhar. Inclusive no aspecto familiar, criamos nossos filhos juntas, vivemos os momentos difíceis e alegres sempre com muito companheirismo, muita ajuda mútua. Ela foi uma pessoa muito iluminada e, mesmo durante a doença, foi de uma dignidade exemplar. Nunca se queixou, sempre otimista em relação à doença, e apesar de todas as dores, nunca quis deixar de trabalhar."

Rosângela conta que Elaine parou de fazer obstetrícia logo que soube do diagnóstico. Manteve no consultório só a atuação na Ginecologia. Porém, quando se envolveu na gestão, convidada pelo Hospital, se entusiasmou. Ela viu a oportunidade naquela proposta de Gestão do Corpo Clínico de realizar um grande sonho: que todos os médicos que atuam no Monte Sinai formassem uma grande família. Rosângela conta que ela começou a atuar justamente neste sentido, de unir as pessoas, de cuidar dos relacionamentos e criar um local ideal para se trabalhar. "Isso manteve ela viva depois do diagnóstico, foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela, num período difícil em que precisou enfrentar uma longa recuperação após um transplante de medula", completa.

Pioneirismo em dupla

Rosângela conta que a fórmula que imprimiram em sua atuação nos procedimentos na Obstetrícia não era comum entre os profissionais de Juiz de Fora na época em começaram. O normal era os médicos atuarem sozinhos. "Quando eles viram que o nosso padrão funcionava muito bem, passaram a adotar o modelo de atuar parceria. Para nós deu certo sempre", enfatiza.Ela conta de forma surpreendente, como as duas começaram a atuar no Monte Sinai, há quase 20 anos: "limpando o chão". E ri. Naquele início, vários cotistas assumiam alguma função administrativa, além da atuação médica em sua especialidade. "Nós ficamos responsáveis pela Higiene e Limpeza e nós duas chegamos mesmo a pegar na vassoura e a passar pano no chão, quando precisava. Isto está registrado até em ata, não estou inventando". E recorda com um tom de saudade que, no início, era assim, "cada um assumia uma tarefa, mesmo sem experiência nesta atuação administrativo-hospitalar, era tudo na boa vontade mesmo".

Rosângela encerra a entrevista, muito emocionada, mas lembrando uma postura que as duas sempre dividiram a vida toda, "sem tempo para ter depressão". Ela continua trabalhando - para não ter espaço de pensar na perda - e ajudando as outras pessoas queridas, que dividem a mesma ausência, a seguirem em frente.

Funcionária do setor fala da ausência com emoção

24 de janeiro de 2014 - Isabela Palilot, funcionária do Hospital Monte Sinai que acompanhou cada dia da atuação de Elaine Junqueira na Gestão do Corpo Clínico, fala com muita emoção e carinho da "chefe".

"Elaine, dupla na Gestão do Corpo Clínico do Hospital Monte Sinai, amiga de trabalho, de vida pessoal, conselheira, exemplo... Querida por todos, nos presenteava com um carinho pelo próximo, simplicidade na alma e uma excelente gargalhada para lidar com a rotina diária. Médica exemplar colaborou imensamente para integração do corpo clínico. Trabalhava em prol da humanização e parceria, a mesma que exerceu durante anos com sua praticamente irmã, Rosângela. Mãe zelosa, sempre orgulhosa de seus filhos... Não tinha um só dia que deixava de falar nos três...

Trabalhar com a Elaine foi um presente, mesmo com a correria do
dia-a-dia encontrávamos tempo para uma brincadeira, um desabafo, uma alegria! Até as viagens a trabalho se tornavam divertidas e leves... Sua ausência é lastimável, mas nos deixou um legado de força, de batalhas sem esmorecer, de enfrentar tudo com um sorriso no rosto e muita fé."

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