Nova especialidade: medicina hiperbárica

Confirmando o objetivo de se tornar um grande complexo hospitalar, a medicina hiperbárica agora entra no menu de especialidades disponíveis para os pacientes do Hospital Monte Sinai. Ela é reconhecida como um arsenal adjuvante importante para tratamento de feridas refratárias e diversas lesões de tecidos em sofrimento. Em algumas patologias relacionadas com mergulho, doenças descompressivas, intoxicação por cianeto e monóxido de carbono, pode ser o único tratamento. O Serviço de Medicina Hiperbárica funciona, desde janeiro, no Centro Médico Monte Sinai e já atendeu diversos pacientes internados no Hospital.

O ortopedista e médico hiperbarista, José da Mota Neto, responsável técnico pelo serviço explica que a escolha do local foi estratégica, assim como a opção por módulos em monoplace, que permitem dar um tratamento de excelência aos pacientes. Devido à comunicação direta com o hospital, é possível deslocar o paciente internado, deitado em maca, ajudando a agilizar sua recuperação e, conseqüente, alta hospitalar. O serviço similar mais próximo em Minas só existia, até então, em Belo Horizonte e, quando a terapia exigia sessões diárias, este era um complicador para pacientes de toda a região no entorno de Juiz de Fora.

Mota acrescenta que a estrutura do Monte Sinai favorece muito o trabalho por dispor de várias especialidades, como cirurgia endovascular, ortopedia, cirurgia plástica, cirurgia geral e infectologia, muito relacionadas à medicina hiperbárica. Ele lembra que as terapias oferecidas não são o principal meio de tratamento, é necessário antibioticoterapia para infecção, incisão para religamentos que exigem cirurgia e outros procedimentos, definidos pelos médicos assistentes.

Em casos como a Síndrome de Fournier (infecção aguda que acomete os tecidos moles do períneo provocando celulite necrotizante secundária causada por bactérias anaeróbicas ou por bactérias gram-negativas), a Medicina Hiperbárica ajuda a reduzir a taxa de mortalidade, pois, associada ao antibioticoterapia, ajuda a controlar o avanço da necrose dos tecidos atingidos. E em outras patologias, pode reduzir a morbidade, reduzindo o tempo de recuperação e agilizar a alta. A Osteomielite (nfecção dos ossos causada por bactérias ou outros germes) é o principal exemplo da boa aplicação das sessões de oxigenoterapia. O tratamento que, em geral, demandaria anos de cuidados, pode ser encurtado com cerca de 90 sessões, fechando as feridas e controlando a doença em poucos meses.

Praticamente todas as 16 aplicações da medicina hiperbárica, reconhecidas pelo CFM, estão cobertas pelo rol de procedimentos da ANS. A avaliação para o tratamento precisa ser solicitada por médicos assistentes, mas a indicação que avalia se determinado tipo de ferida pode ser tratata pela oxigenoterapia, o nível de pressão aplicado e o número de sessões é atribuição do médico hiperbarista.

O método tem poucas contraindicações e efeitos colaterais, pois se baseia na pressão aumentada em câmera pressurizada, onde o paciente respira oxigênio puro. "Se há uma úlcera isquêmica, por exemplo, se não chega sangue à lesão a ser tratada, não há indicação para o aumento do oxigênio. Mas há muitas indicações para outros tipos de feridas, lesões e doenças associadas, além de pesquisas em andamento para tratamento de hanseníase, de TCE (traumatismo crânio-encefálico), coronariopatias que não respondem a vascularização, sendo que estas ainda não estão reconhecidas pelo CFM."

A especialidade que tem ampliado adeptos ao tratamento é a medicina esportiva, tanto de terapia hiperbárica, quanto hipobárica. "Dependendo da fase de regeneração muscular, após treinamento exaustivo, pode ajudar a melhorar a condição muscular. Podendo ser indicada também para tratar fraturas de stress. Há artigos científicos buscando provar este tipo de aplicação, mas ainda não há aval do CFM. Neste casos, os atletas só podem ter acesso como atendimento particular, cientes de que não se trata de método clássico de atendimento", conclui Mota.

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