Serviço de Hemodinâmica do Monte Sinai realiza tipo de ablação inédita em Minas

Monte Sinai

A Eletrofisiologia do Serviço de Hemodinâmica do Monte Sinai é a primeira de Minas a realizar procedimentos de ablação circunferencial das veias pulmonares para tratamento da fibrilação atrial, com uma tecnologia de radiofrequência nova, chamada radiofrequência faseada (Phased, em inglês), que utiliza um cateter circular.

A fibrilação atrial é um dos tipos de arritmias cardíacas mais comuns, afetando mais de sete milhões de pessoas em todo mundo. Um dos tratamentos existentes é a ablação por cateter - um procedimento minimamente invasivo no qual o eletrofisiologista passa um cateter através dos vasos sanguíneos até o coração para eliminar rotas elétricas (sinais) anormais no tecido cardíaco. Em geral, a intervenção só é recomendada quando o paciente não responde como deveria à medicação para controlar o ritmo e/ou frequência do coração.

A eletrofisiologista, Ana Claudia Venancio, que conduz os primeiros procedimentos da nova técnica em Juiz de Fora, explica que o tratamento da fibrilação atrial se baseia no isolamento das veias pulmonares, porque foi comprovado, anos atrás, que nestas conexões existiam prolongamento de fibras musculares do átrio que causavam os deflagradores de extra-sístole (falhas do batimento cardíaco) que, bombardeando o átrio ao longo do tempo, causam a fibrilação nesta câmara do coração. Por isso, o tratamento cirúrgico é a ablação (cauterização) dos músculos que realizam os pulsos indesejados para o átrio.

Mais segurança

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O cateter circular, colocado no óstio da veia pulmonar vai aplicando a radiofrequência de maneira uniforme na tentativa de fazer uma linha, o que diminui número de gaps (buracos) na área a ser queimada, em relação à técnica anterior de ablação, que utilizava uma cauterização ponto a ponto. E, por fazer alternância de frequência da corrente, o novo sistema permite ao especialista escolher em quais e em quantos pólos vai atuar, associando a monitorização com um termômetro esofágico.

O cuidado com o esôfago é importante, pois uma intercorrência chamada fístula átrio-esofágica é o quadro mais dramático, e que todo especialista que trata deste problema, no mundo inteiro, tenta evitar. Em algumas pessoas o esôfago está muito próximo na parede do átrio, justo onde é preciso fazer a ablação. Quando se aquece a parede do átrio, o tecido do esôfago pode ser lesionado, levando a complicações. Por isso, a nova tecnologia e sua evolução é tão especial, já que a técnica foi criada exclusivamente para tratar fibrilação atrial.

Avanço e especialização

Já utilizada na Europa há vários anos, a nova tecnologia só foi liberada no Brasil há dois meses. Procedimentos já foram realizados no Rio, São Paulo, Salvador, Curitiba e Brasília, e agora dois casos na Hemodinâmica do Monte Sinai. Para realizar este tipo de ablação, o serviço já precisa contar com equipamentos avançados e de alta definição de imagem, sendo que o novo aparelho de radiofrequência que faz aplicação faseada/alternada é portátil. O cateter é introduzido, como nos demais procedimentos, por via femoral e punção transeptal. O especialista que faz este tipo de ablação precisa ter a validação de um centro formador, adquire preparação prévia e experiência e, só então, é autorizado a atuar apenas com o acompanhamento de técnicos encaminhados pela empresa. Para os primeiros procedimentos, Ana Claudia Venancio recebeu o suporte do médico especialista Cláudio Munhoz, treinado em centro da Alemanha, e de sua assistente Melissa Mazzoni.

Munhoz explica que a técnica anterior podia demorar até quatro horas. A nova, que independe de tanta habilidade (já que o cateter circular queima toda área a ser tratada de uma vez), permite um procedimento mais curto, de até duas horas, com menos risco de complicações, garantindo mais segurança para o médico atuar e para o paciente. Já com resultados na literatura apontando de 70% a 75% de resolução, comparativamente com a técnica ponto a ponto, a técnica tende a ser indicada como tratamento inicial, à medida que melhora seus índices de sucesso, para um primeiro procedimento.

Critérios e condições restritivas

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Os especialistas explicam que nem sempre uma única ablação resolve o problema da fibrilação atrial. Mas, dentro de quadros clínicos muito específicos, com indicações criteriosas, considerando as restrições caso a caso, vale a pena começar por ele e cada vez mais precocemente, pois se precisar, há outros recursos para complementar o tratamento. Afinal, quanto mais cedo se trata a doença, melhor, já que com muitos anos de fibrilação, aparecem outros componentes na patologia que vão restringindo as soluções.

O que muda em relação a outras ablações de fibrilação atrial é o formato e a constituição do cateter em si, além do tipo de radiofrequência. Mas diferente de outros tipos de ablação, a intervenção para tratamento da fibrilação atrial exige mais tempo de recuperação do paciente para determinar o resultado do procedimento, já que a área cauterizada precisa cicatrizar e as análises do ritmo cardíaco devem ser monitoradas por determinado período de tempo.

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