Técnica endovascular de “chaminé ou sanduíche” é realizada pela primeira vez na região na Hemodinâmica Monte Sinai

Uma das equipes de cirurgia endovascular da Hemodinâmica Monte Sinai realizou de forma pioneira na Zona da Mata um procedimento com stents paralelos ou téncica de “chaminé ou sanduíche”, combinando endopróteses dentro de outra – endoprotese principal - para correção de aneurisma de aorta complexo. 

Os cirurgiões vasculares Paulo Gonçalves Jr. e José Daher utilizaram a técnica de um brasileiro, Dr. Armando Lobato, entusiasta e desenvolvedor da técnica no mundo. Ela permitiu evitar uma cirurgia aberta numa paciente que já tinha uma endoprotese de aorta anterior, em função de um aneurisma de aorta dissecante e alto risco de mortalidade. Através de exames de controle foi detectado novo aneurisma próximo a prótese anterior. Dr. Paulo explica que se fosse numa cirurgia convencional ela precisaria de circulação extracorpórea, interrompendo toda a circulação de sangue, com hipotermia cerebral e parada cardíaca total para substituição do vaso e com outro tipo de prótese. Mas esta é uma paciente cardiopata, com insuficiência renal e quadro de DPOC (doença pulmonar obstrutiva), além de ser obesa mórbita. Os riscos de mortalidade decorrentes do ato e, inclusive no pós-operatório, seriam grandes. 

Com a cirurgia minimamente invasiva, os acessos por cateter foram feitos pelos quatro membros, utilizando endoproteses (stents recobertos por material especial, que não permitem vazamento) implantadas pelas artérias femorais (técnica endovascular). Com cirurgia aberta ela precisaria de internação em terapia intensiva por vários dias e recuperação lenta. Pela técnica endovascular ela teve alta em apenas quatro dias, sem perda de segmento de vasos e se recupera muito bem. 

Pioneirismo e reconhecimento

O cirurgião vascular Paulo Gonçalves Jr. tem experiência de mais de 15 anos na técnica endovascular e foi pioneiro em Juiz de Fora e, agora, também conquistou reconhecimento nacional como o cirurgião vascular da equipe que operou o, então candidato a presidente, Jair Bolsonaro na Santa Casa de Juiz de Fora. Dr. Paulo explica que no caso desta paciente operada na Hemodinâmica Monte Sinai tratava-se de um aneurisma que não tinha uma aorta normal para ancorar uma nova endoprótese. Assim, foi utilizada a técnica, perfundindo com uma nova endoprótese desde o arco da aorta até a aorta abdominal, a artéria subclávia foi perfundida pela técnica em outras artérias importantes, como a carótida preservadas. Sem a técnica, a opção seria a cirurgia convencional com toracotomia. 

Com a técnica “sanduíche” foi possível ganhar espaço na aorta proximal e garantir circulação também no braço esquerdo, minimizando risco de isquemia do membro e da medula, provocando uma possível paraplegia ou outras morbidades, além do alto risco de mortalidade. Dr. Paulo Gonçalves Jr. acrescenta que neste procedimento não é necessária prótese personalizada do tipo “fenestrada”. É possível usar modelos “standart” onde basta adequar tipo, formato e diâmetros às caracteríscas do paciente, gerando uma economia para o plano de saúde e rapidez no atendimento, com resolução efetiva do caso.

Dr. Paulo esclarece que no caso de rompimento de aneurisma de aorta, o risco de mortalidade é de aproximadamente 80% no local em que ocorre e, dos casos que chegam ao hospital, ainda há risco de outros 80% de óbito. “O aneurisma de aorta é uma doença que precisa ser tratada fora de Emergência”, enfatiza. Ele acrescenta que ainda se usa técnicas convencionais, com os riscos de morbimortalidade citados e a única desvantagem da endoprotese é que precisam de acompanhamento periódico, mas na maioria dos casos não há necessidade de reintervenção. Por isso, cada caso precisa de avaliação individualizada e considerar todas as variáveis para as indicações mais adequadas das técnicas a serem adotadas.

 

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