Técnica híbrida trata paciente com patologia hepática rara

Uma técnica híbrida, ainda inédita no Monte Sinai, envolvendo a Cirurgia Geral e a Radiologia Intervencionista permitiu recanalizar a veia porta (hepática) de um paciente jovem que sofria de uma doença rara, uma ductopatia portal. A veia é responsável por drenar o sangue para o fígado e por causa de uma trombose de porta, os vasos foram se enovelando em torno do ducto biliar e o estrangulando, impedindo a circulação da bile.

 

O paciente, apesar de já conviver com o problema há cerca de cinco anos, passou a desenvolver esta doença, cursando com icterícia. Por encaminhamento de um gastroenterologista, ele procurou o cirurgião geral Cleber Ramos, que buscou na literatura as várias possibilidades e discutiu o caso com outros profissionais, sendo definida como a melhor saída a desobstrução da veia porta.

 

O procedimento foi feito pelo radiologista intervencionista Rafael Gomide, que fez a recanalização com próteses metálicas dentro da veia. Mas ele explica que a veia porta não se comunica com vasos periféricos, como os vasos femorais, impedindo o acesso por este tipo de via. O acesso à veia porta pode ser feito pelo acesso transjugular, trans-hepático ou trans-hepático percutâno ou através de técnica mista com acesso direto. No caso em questão, devido às suas características, a opção foi pela técnica mista.

 

Na própria sala de Hemodinâmica do Monte Sinai, que possui todos os recursos de um centro cirúrgico, aconteceu o procedimento híbrido. O cirurgião geral, através de uma minilaparotomia (pequena incisão no abdômen) expôs uma veia do mesentério e posicionou o introdutor para cateterizar a veia. Assim, através de técnicas endovasculares, com uso de cateteres e fio guia, o radiologista intervencionista teve acesso direto para recanalizar e introduzir a prótese no local adequado, permitindo diminuir a pressão no sistema biliar afetado.

 

O paciente teve alta em poucos dias e foi bem para casa, mas como é típico neste tipo de patologia, será preciso um período de recuperação para avaliação do resultado. Os profissionais são unânimes em apontar a utilização de técnicas híbridas como uma ótima saída para este tipo de intervenção e deve ser considerada sempre na vigência de casos complexos. E esta é uma tendência na medicina moderna, evitando cirurgias de maior porte. O foco é a customização, explicam os médicos, definida conforme a anatomia do caso, sempre buscando a segurança do paciente com a menor exposição possível aos riscos de técnicas convencionais mais invasivas.

 

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