TMO Haploidêntico; Monte Sinai tem caso de sucesso

O haploidêntico é um tipo de transplante de medula óssea (TMO) feito entre pessoas parcialmente compatíveis que amplia chances de tratamento contra leucemias e linfomas. Pode ser realizado com 50% de compatibilidade com pai, mãe ou irmãos. “Então, teoricamente, todo mundo tem doador. O processo é feito como se fosse o transplante alogênico normal. No terceiro e no quarto dia é infundida uma dose suplementar de quimioterapia, reduzindo a chance de rejeição”, explica o hematologista Angelo Atalla, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Hospital Monte Sinai.

Dr. Angelo ressalta que só 20% dos pacientes conseguem um doador, para o TMO Alogênico, na família com compatibilidade total. Os demais precisam ir para o banco de medula, o chamado Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), onde a chance de achar um doador é de 70%, que poderiam ter 90% a 100% de compatibilidade. Apesar de ter o terceiro maior cadastro de doadores do mundo, o Brasil está com problemas: tem 4,6 milhões de doadores, mas há muitos doadores que não são mais localizáveis, pessoas que não recadastram ou atualizam seu cadastro.

Ainda há poucos serviços autorizados a realizar transplantes com doadores não aparentados no país. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer) são 70 centros para transplantes de medula óssea no país – e só 30 deles capacitados para este tipo de TMO (alogênico não aparentado) – distribuídos por oito estados e no Distrito Federal. Justamente para ampliar estas chances, o Monte Sinai está entrando com pedido de credenciamento, ainda este ano, para fazer o transplante alogênico de não aparentados. O Centro já está credenciado para o TMO autólogo (que utiliza as células do prórpio paciente), desde 2013, e TMO alogênico (com doador), desde o ano passado.

Esperança para muitos

Por isso, o Haploidêntico é uma grande esperança. “De cada 10 transplantes alogênicos necessários, só um tem doador, de fato. As famílias estão cada vez menores, mais dispersas, então”, completa Atalla, “este é mais um recurso para quem não tem tempo de esperar aparecer um doador 100% compatível”.

Foi o que aconteceu com este primeiro caso de sucesso, realizado no Monte Sinai. Um paciente de 32 anos, que tinha um Linfoma de Burkitt, uma forma muito agressiva de Linfoma não-Hodgkin, que teve como doador a mãe de 67 anos. A doença era refratária a múltiplos esquemas e já havia envolvimento do Sistema Nervoso Central por ela. Ele ficou 46 dias internados e há mais de 30 que a medula “pegou”. Ele teve alta há poucas semanas e se recupera muito bem.

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