Transplante de córneas já pode ser realizado no Monte Sinai

O Monte Sinai acaba de receber o credenciamento do Ministério da Saúde para captação e transplante de córneas, passando a ser uma nova referência para toda a Zona da Mata. O Hospital passou por uma série de avaliações que confirmam o atendimento aos requisitos da Vigilância Sanitária e do MG Transplantes. O grande diferencial da estrutura é o centro cirúrgico oftalmológico exclusivo com equipamentos modernos, além da equipe capacitada. A estrutura engloba sala própria de pré e pós-operatório e modernos equipamentos, como o Constellation Vision System, além do modelo mais avançado do OPMI Lumera - um microscópio com lentes Carl Zeis, que assegura aos pacientes alta precisão e profundidade de alcance, sem prejuízo de tecidos saudáveis. Utilizando luz de xenônio e lentes modernas, o equipamento agrega iluminação e visualização superiores e ainda permite armazenar as imagens da cirurgia.

O médico que realiza o transplante de córnea também precisa ser credenciado pelo Ministério da Saúde, e deve pertencer ao corpo clínico do hospital para que seja autorizado o procedimento. Rafael Mérula, médico do corpo clínico do Hospital Monte Sinai, é o coordenador do Banco de Olhos de Juiz de Fora (Banco de Olhos Hospital Regional Dr. João Penido), e já realiza transplantes em Juiz de Fora há vários anos; além dele, o Hospital já tem outros profissionais em processo adiantado de credenciamento. Rafael comemora o credenciamento do Monte Sinai e conta que Juiz de Fora teve o primeiro Banco de Olhos de Minas Gerais com funcionamento autorizado pelo Ministério da Saúde, atuando desde 2002, antes mesmo de Belo Horizonte. A área de abrangência do Banco engloba a Zona da Mata e Vertentes, sendo responsável pela captação e distribuição das córneas doadas para os médicos transplantadores das regiões. Existem aproximadamente 12 profissionais credenciados nas cidades do entorno, sendo a maioria de Juiz de Fora.

A regulação na região e o procedimento do Transplante de Córneas 

O Banco de Olhos é subordinado ao MG-Transplantes que, por sua vez, é ligado à rede FHEMIG. A fila para os candidatos a transplante é única, e quem controla a ordem de distribuição dos tecidos é a CNCDO (Central de Notificação, Captação e Doação de Órgãos) Regional Zona da Mata que funciona em outro hospital de Juiz de Fora e é o órgão representante do MG-Transplantes na cidade. O processo de captação e preparo do tecido corneano não tem relação direta com o ato cirúrgico do transplante, até mesmo porque a equipe que prepara o tecido não tem a informação de quem recebe esse tecido. Em que hospital, por qual convênio e outras variáveis do procedimento dependem de alguns fatores como: qual o plano de saúde do paciente, se o hospital trabalha com aquele plano, e se o médico pertence ao corpo clínico do hospital credenciado.

O procedimento é previsto no rol da ANS e, segundo Rafael Mérula, os pacientes possuidores de plano de saúde, normalmente, tem cobertura da cirurgia. Ele explica que seja por convênio, particular ou pelo SUS, o processo do transplante também não se restringe a cirurgia em si, mas, além disso, há um período complexo de acompanhamento do paciente que dura cerca de um ano e meio. "São necessários exames mensais de topografia de córnea para realização da retirada dos pontos, faz-se o acompanhamento da pressão intraocular, cujo controle pode demandar colírios ou até mesmo cirurgias e, se há intercorrências, como soltura de pontos precocemente, por exemplo, que pode gerar reintervenção", detalha.

Patologias que demandam transplante

As principais doenças associadas à indicação do transplante são as patologias da córnea: ceratocone; ceratopatia bolhosa - um edema que ocorre na córnea muito comumente após cirurgias de catarata; leucomas - cicatrizes que se formam na córnea, que podem acontecer após infecções, por traumas, úlceras de córnea; ou uma úlcera de córnea resistente ao tratamento clinico. A indicação de um transplante de córnea deve ser feita por um especialista em córnea, mas a triagem prévia pode ser feita pelo oftalmologista geral. "Não é raro uma possível indicação ao procedimento cirúrgico não se confirmar após exame mais detalhado por especialista", informa Mérula. Ele explica que a ação do transplante cabe ao médico transplantador, que é quem vai fazer a avaliação correta e tomar as decisões para o sucesso do procedimento. Para a realização de transplantes de córnea é necessário subespecialização em córneas, feito após a residência médica e dura em média 1 ano.

 

O procedimento, riscos e contra-indicações

Quem vai se candidatar à doação deve procurar um médico autorizado pelo Sistema Nacional de Transplantes a realizar transplantes de córnea (essa autorização é expedida pelo Ministério da Saúde através de portaria). Do consultório mesmo ele inscreve, on line, o paciente na fila única. O transplante requer, em geral, anestesia local (com colírio próprio) e dura entre 40 minutos e uma hora. Raramente é feita anestesia geral, só em crianças ou em casos especiais. "E as técnicas cirúrgicas têm se aprimorado continuamente; para o ceratocone, por exemplo, realiza-se o transplante lamelar anterior", explica o especialista. Ele aponta uma série de vantagens neste avanço, como pós-operatório mais rápido e a doação da mesma córnea beneficiando várias pessoas.

Rafael Mérula explica que, como em qualquer cirurgia há riscos e cita a possibilidade infecção pós-operatória como exemplo. A rejeição do enxerto é pouco comum e ocorre em menos de 1% dos casos, podendo ser controlada com uso de colírios apropriados. Ele explica que se houver uma falência primária do enxerto, trata-se como urgência, e o paciente retorna como primeiro da fila.

Para haver a liberação de um tecido corneano para transplante faz-se necessária uma avaliação minuciosa que envolve desde a análise do doador (triagem sorológica para HIV, hepatites B e C, e rastreamento clínico de doenças) até o exame da córnea para descartar doenças que inviabilizem o sucesso do transplante. Uma vantagem do transplante de córnea em relação aos de outros órgãos é que o tecido corneano pode ser captado até seis horas após o óbito do paciente, enquanto que para rim ou coração, por exemplo, deve haver a morte encefálica, mas não o óbito com parada cardíaca.

Fila cada vez mais rápida

Mas a boa notícia é que a fila para receber a doação de córneas está cada vez menor. Hoje, na Zona da Mata, a média de espera é de 30 dias. "Claro que a nossa demanda de paciente na fila de transplantes não se compara a centros como São Paulo, mas é o tempo de espera para um transplante é um dos menores do país", enfatiza Mérula. Ele atribui o resultado ao ritmo das doações, resultado de um bom trabalho que o Banco de Olhos tem feito junto com o MG Transplantes e da conscientização crescente da sociedade, sem contar a qualidade da abordagem das equipes especializadas. Em 2013, foram mais de 100 doações, 200 córneas, praticamente.

O especialista informa que tanto os médicos, quanto os técnicos passam por treinamentos periódicos, até duas vezes por ano, com módulos práticos e teóricos. A estrutura para captação necessita de um especialista em córnea de plantão para avaliação e preparo do tecido, que são atos médicos. Mas, no Brasil inteiro quem faz a retirada dos tecidos são técnicos treinados, como os do Banco de Olhos de Juiz de Fora.

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