Transplante endotelial já é realizado no Monte Sinai

Um profissional do Hospital Monte Sinai já está realizando, entre pouquíssimos deMinas, uma das técnicas mais avançadas de transplante de córnea no mundo. É o transplante endotelial, que, como explica Rafael Mérula, é conhecido pela sigla DMEC, que traduzido do inglês significa a troca apenas de uma parte da córnea, a área mais interna, o endotélio – parte mais nobre da córnea. Esse procedimento permite corrigir só a área afetada, preservando-se o tecido sadio. “O endotélio, responsável por manter a córnea transparente, pode ser afetado por uma série de patologias que fazem a córnea perder a transparência e, com isso levam à perda de visão. Recomenda-se este tipo de transplante especialmente para a Distrofia de Fuchs – doença mais comum do que se imagina – ou a Ceratoplastia Bolhosa, uma complicação pós-cirurgia oftalmológica, dentre elas a catarata, que acomete só o endotélio”.

A técnica não é muito difundida ainda, por que também não é simples de ser feita. É uma cirurgia sem ponto e poucos especialistas no Brasil já a realizam. Mérula, que já fez alguns casos, com sucesso, no Monte Sinai, conta que ela traz grandes vantagens ao paciente. Garante recuperação visual mais rápida, é menos agressiva para o olho, deixando-o menos vermelho, com menor risco de inflamação. O transplante convencional, que ainda responde pela maioria dos procedimentos, é feito com 16 pontos, que são retirados gradativamente, a partir do quarto mês. Requerem uma recuperação mais laboriosa, detalhada, com acompanhamento por um ano, pelo menos. Já o endotelial, tecnicamente é mais difícil, mas tem recuperação pós-cirúrgica mais rápida.

Evolução dos transplantes e queda nas doações

Nos últimos 7 a 10 anos, uma grande evolução nas técnicas cirúrgicas fez os transplantes de córnea passarem por uma revolução histórica. Antes, só havia o tipo penetrante, que troca a córnea inteira. Hoje, se consegue tirar só um segmento da córnea. Já está difundido também o transplante lamerar anterior, que corrige as camadas anteriores da córnea tratando o ceratocone, por exemplo. O Hospital Monte Sinai conta com dois profissionais capazes de realizá-lo.

Esta evolução traz outra vantagem, conta Rafael Mérula, que além de acabar de ser o primeiro especialista a receber o título de pós-doutorado em Ciências Aplicadas em Oftalmologia da UFMG, também é o coordenador médico do Banco de Olhos Hospital Regional Dr. João Penido de Juiz de Fora. ”Fazer a troca de apenas uma parte da córnea permite que uma córnea beneficie dois pacientes. Um doador pode ter vários receptores e isso é importante, especialmente no momento atual, quando o tempo de espera na fila para transplante de córnea aumentou de 30 para aproximadamente 60 a 90 dias, em Juiz de Fora”.

A média de doações caiu bastante no ano passado. Os motivos para esta piora podem ter várias explicações, mas refletem uma triste realidade: o menor volume de doaçõesem todo o país. Um detalhe externo no caso de transplantes de córneas pode ter sido uma nova normativa para doação entre 2015/2016. Ela aumentou o número de contraindicações para a doação, e os bancos de olhos brasileiros passaram por adaptações, mas hoje já estão adequados ao novo funcionamento.

Mas ele reforça que, independente dos motivos é preciso intensificar a captação. O potencial número de doadores de córnea é muito grande, pois, em tese, qualquer óbito poderia fornecer duas córneas para os procedimentos - apesar de nem todo tecido ser revertido em transplante, por que os tecidos são avaliados quanto à sua qualidade e exames sorológicos podem indicar algum resultado positivo que contraindique o transplante. De um modo geral, as doações de múltiplos órgãos (coração, fígado, rim, pulmão) necessitam de morte encefálica, já a doação de córneas é mais simples, necessitando apenas o óbito (ou parada cardíaca); além do consentimento por escrito dos familiares. É importante o aprimoramento e envolvimento dos hospitais e suas Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Orgãos e Tecidos para Transplantes – CIHDOTTs, além de mais conscientização da população. “A comissão do Monte Sinai, por exemplo, é muito atuante e isso ajuda, mas as campanhas pró-doação são uma necessidade contínua no país”, completa o especialista. 

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