Fotografia para Murilo Spinelli é bem mais que um hobby

O urologista Murilo Spinelli Pinto é apaixonado por fotografia. Autodidata, ele aprendeu vendo fotos, buscando críticas de profissionais e, hoje, utilizando esta arte tanto na profissão como no lazer, e ele confessa ter uma predileção romântica pelas imagens em preto e branco. "Despertei para fotografia quando era criança, quando conheci Cabo Frio. Naquela época, meu pai tinha uma máquina Kapsa, que precisava quase que de 'mirabolâncias' para captar luz. Eu achava incrível uma caixinha daquelas fazer fotografia. Além disso, Cabo Frio era um passeio ecológico", diz ele.

Spinelli acrescenta que ainda acadêmico de Medicina, começou a fazer fotos de casos e peças cirúrgicas, até que na Residência Médica, um dos seus preceptores, também entusiasta da fotografia, o incentivou e começaram a captar juntos as imagens para participar de congressos e trabalhos científicos. Este hábito ele tem até hoje, quando diz estar tendo outra realização na vida profissional, a docência. Professor de Clínica Cirúrgica na Faculdade Suprema, o urologista afirma que é uma obrigação usar este talento que desenvolveu para ilustrar e enriquecer suas aulas. Hobby cultivado com amor.

O médico diz que foi aguçando a vontade de fotografar à medida que foi investindo em equipamentos e conhecimentos técnicos. Começou com uma Olimpus Trip 35, "uma máquina pequena - daquelas 'mire e atire' em que você quase não fazia nada". Mas, no fim da Residência ganhou de presente uma Olympus OM1N de sua primeira paciente - em quem fez uma cirurgia grande. A câmera é toda manual, mecânica e, até hoje, ele a guarda com carinho e, de vez em quando, ainda mexe nela, "por puro saudosismo", acrescenta.

Seu primeiro equipamento profissional foi uma Nikon 90X. "Fiz muita coisa com ela, realizando até algumas muitas exposições e artigos em revistas e, hoje, já tenho uma digital também, porém, não abro mão da outra, mecânica e com filmes". Mas ele ressalta as dificuldades de tentar usar filmes, pois poucos fazem revelação. Normalmente fotografa com cromo e tem que fazer este processo com empresas especializadas em São Paulo. "Sem falar na consciência ecológica, já que atualmente todos temos consciência da necessidade do descarte adequado dos produtos químicos".

Murilo Spinelli admite, porém, que a era digital da fotografia trouxe grandes comodidades, em que do laboratório químico de antigamente, virou um laboratório moderno que cabe todo num computador. Mas ele não usa Photoshop e nem gosta de intervenção em foto. Prefere o programa IPhoto, da Apple, mas apenas para reparos mínimos, para tirar um risco, um olho vermelho. "Mas sem mudança, senão a imagem perde a originalidade. Raramente uso flash também, só para preenchimento", acrescenta.

A família "sofre" com sua paixão

As preferências do médico são pelas cenas de arquitetura e natureza. Então, a família já sabe: não existe viagem sem todo o aparato de câmeras, lentes e tripé. "Seja para onde eu for - congresso ou passeio, tem que ter um espaço no bagageiro do carro, pois mesmo que não pretenda fotografar, tudo é uma questão de momento. Fotografia é estar na hora certa no local certo, e esse momento não volta mais, é único".

O aparato atual conta com lentes, teleobjetiva 400m, meia tele de 175 mm, uma grande angular 16.35mm (olho de peixe) e macro de 105mm para fotos de detalhes de natureza. Mas Murilo Spinelli conta que a paixão já quase "deu divórcio". Mais jovem ele adaptou um banheiro como laboratório e, mesmo com a preparação das janelas a luz entrava na câmara escura durante o dia. Mas, à noite, ele costumava "mergulhar" naquele mundo e às vezes não via o dia amanhecer. Até que chegou o momento da esposa dizer: "o laboratório ou eu...", conta ele rindo.

E até hoje a família ainda reclama das inúmeras "paradas" para captação dos momentos nas férias. Especialmente nos fins de tarde, pois para ele há fotos que são mais poéticas, e o pôr do sol tem lugar cativo entre suas preferidas. Ele consegue até eleger, entre milhares, a foto que mais marcou sua vida. "Em 2001, numas férias de julho, aquele céu de inverno em Ouro Preto, eu saí para buscar um remédio, pois meu pai passou mal. Quando subi uma ladeira, vi aquele por do sol com uma mensagem especial". Marcou tanto pelo fato da despedida do pai, tempos depois, quanto pelo contorno, perfil do casario e o céu maravilhoso, "para mim esses momentos é que mostram que Deus não brinca com dados. Não há rotina na criação divina. Cada dia Ele pinta o céu de uma cor, a natureza de outro tom... por isso gosto tanto de natureza".

Já na imagem em preto e branco ele coloca todo o romantismo da sua paixão pela fotografia. "Há sempre um ar misterioso nestas cenas", diz, especialmente quando tem um tom de fotojornalismo. "Uma foto PB sempre cai bem", garante ele.

Fuga da rotina sem pensar em aposentadoria

O médico cultiva com carinho esta válvula de escape do dia a dia da Medicina. E ele cita a fórmula de vida parafraseando um professor francês, um grande urologista respeitado no meio científico, que recomenda para todos os colegas: "além da profissão, realizada de forma bem feita, com muito estudo, tente sempre uma coisa bem diferente, um hobby, um esporte, viajar bastante".

Isso tem mais fundamento ainda para Murilo Spinelli Pinto, pois ele garante que nem pensa em se aposentar. Com 35 anos de carreira, hoje ele faz clínica urológica, mas centralizou todas as cirurgias no Monte Sinai, além da rotina de aulas na Suprema. O foco de sua atuação cirúrgica, atualmente, está nos procedimentos endourológicos e uro-oncológicos, mas ele se confessa apaixonado por cirurgia laparoscópica, por ser minimamente invasiva. "Para o médico é mais sacrificante, mas traz muitos benefícios para o paciente, com a grande recompensa de vê-lo recuperado em tempo mais curto, retornando mais rápido às atividades".

A única mudança para breve deve ser a transferência do consultório para o Centro Médico Monte Sinai, para tornar a correria um pouco mais fácil. "Se atrasar numa cirurgia, almoço no hospital e basta atravessar passarela depois para estar no consultório. Isso ajuda, pois Juiz de Fora ainda é uma cidade pequena, mas com problemas de grande centro. E como é comum termos cirurgia de urgência à noite, o deslocamento é um transtorno", completa.

 

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