Mayana, uma pequena guerreira na luta pela vida

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A cada dia que a pequena Mayana veste um body novo ela expressa e renova a gratidão com as equipes da UTI Neonatal do Hospital Monte Sinai. Com apenas 5 meses, Mayana se recuperou de graves problemas de saúde, depois de 45 dias internada na UTI Neo. E foi nas roupinhas da filha que a mãe Wanessa Cavallari, 32, encontrou uma forma de agradecer aos profissionais – “verdadeiros anjos” – que cuidaram de sua bebê. Wanessa comprou vários bodies e mandou bordar o nome de cada um dos “tios e tias” que cuidaram de Mayana. Impossível não se emocionar com a luta desta pequena guerreira. A bebê nasceu prematura no dia 1º de junho e no dia 6 de julho foi para casa, sem qualquer problema associado à prematuridade. Foi necessária uma cesariana de urgência em função de um descontrole da pressão arterial da mãe.

Mas, foi dois meses depois, no dia 24 de setembro, que começou a verdadeira luta de Mayana pela vida. Wanessa procurou o hospital com a bebê com dificuldade para respirar, pensando ser algo possível de resolver num procedimento simples, mas a menina precisou ser internada com urgência e intubada. Ela teve pneumonia adquirida na comunidade (PAC), definida como adquirida fora de unidades de saúde, e inúmeras intercorrências graves. O quadro respiratório dela evoluiu rápido e a bebê, precisando colocar dreno nos dois lados do tórax porque fez pneumotórax e empiema pleural (acúmulo de líquido e pus na cavidade pleural). Três dias depois da internação, seus rins pararam de funcionar. “Ela fez uma insuficiência renal não associada ao choque séptico, o que é uma condição mais rara, um quadro diagnosticado como a síndrome hemolítico-urêmica atípica. Ela ficou muito grave, precisando de terapias diversas, inclusive a de substituição renal”, explica o médico neonatologista, Vítor Alvim, coordenador da UTI Neo do Monte Sinai.

“Um dia cheguei para vê-la e ela estava muito inchada. Tinha mais de 15 bombas de medicamentos, além do respirador. Fiquei sem esperança e desesperada. Mas os profissionais da UTI Neo, todos eles, me deram força, carinho e fé para continuar acreditando na recuperação dela”, lembra Wanessa. A mãe destaca a iniciativa da equipe UTI Neo, especialmente dos médicos Bruna Freitas e Osmar Assunção, que tomaram a decisão de fazer diálise peritoneal (tratamento que substitui a função dos rins, feito pelo abdômen do paciente).

“Não tinha outro jeito. Se não fizessem, ela ia morrer. Nunca vi uma estrutura tão grande que montaram para atender minha filha e o carinho que dedicaram a ela. A doutora Bruna, então, me esperava para conversar, assim como os demais profissionais que não desistiram e lutaram ao meu lado este tempo todo. Sempre com um abraço, uma palavra de carinho e toda a dedicação à Mayana, coisas que a gente não vê em qualquer lugar”, completa a mãe.

Para Wanessa não tem outra definição senão a de “anjos” para todos os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais que salvaram a vida de Mayana. “Posso viver mil anos e não serão suficientes para agradecer o amor que tiveram com minha filha”.  E avisa: “assim que ela for crescendo e ‘perdendo’ os bodies os darei a cada uma das equipes como forma de agradecimento”. E não vai demorar, porque, agora, depois de 45 dias de internação e muitas intercorrências, a recém-nascida já está em casa, ao lado dos pais e da irmãzinha Sofia, com 4,4 kg se alimentando bem e recebendo acompanhamento médico. Mayana teve alta no dia 9 de novembro.

Acompanhamento do recém-nascido prematuro é fundamental

De acordo com o neonatologista Vítor Alvim, coordenador da UTI Neo do Monte Sinai, o que mais chama a atenção na história de Mayana é que apesar de ela ter nascido prematura, com 31 semanas, com apenas 1.1 kg e de ter ficado internada por 36 dias para ganhar peso, ela não teve nenhuma intercorrência. “Na primeira semana, quando temos a preocupação com o sistema cardiovascular, com doenças respiratórias, Mayana ficou muito bem. No período neonatal, ela precisou de um dia de oxigênio apenas. Não teve infecção e nem ao menos necessitou de antibióticos. Teve alta sem nenhuma doença associada à prematuridade e ganhando peso, com mais de 2 kg”, explica Vitor Alvim. O caso da Mayana demonstra a necessidade de acompanhamento do prematuro após a alta. “É uma condição em que eles têm grande chance de reinternar e evoluir para complicações graves”, completa.

Na alta de Mayana, parte da equipe da Neonatal se despediu com lágrimas e posando com a fofíssima e seus bodies

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