ECMO, já utilizado no Monte Sinai, ajuda pacientes vítimas da Covid

ECMO é uma das ultimas tecnologias que se pode empregar quando um paciente falha na ventilação mecânica, utilizada, em geral, em síndromes respiratórias agudas ou para cardiopatias congênitas. Porém, o aparelho ficou conhecido fora do mundo da Saúde ao ser usado também em pacientes graves da Covid-19, especialmente depois de ser realizado no famoso humorista brasileiro, Paulo Gustavo. No Hospital Monte Sinai, a membrana de oxigenação extracorpórea já foi utilizada em três pacientes de Covid.

A Oxigenação por Membrana Extracorpórea, ou ECMO (Extracorporeal Membrane Oxygenation), é um equipamento de alta complexidade, popularmente chamado de pulmão artificial. “No caso da Covid, ela ajuda oxigenando o paciente, fazendo a função do pulmão - que deixa de ter essa responsabilidade e pode ventilar em modo de proteção -, dando-lhe tempo para se recuperar da lesão que a doença causou. Assim como o pulmão, todo o organismo, que teve que se reorganizar pra trabalhar mal oxigenado - às vezes pagando caro, com insuficiência renal e outras alterações, por exemplo -, ganha uma chance de se recuperar”, explica o cirurgião cardíaco Márcio Trota.

A equipe, composta por médicos cirurgiões cardiovasculares e anestesiologistas, especialistas em ECMO, é composta, além do Dr. Marcio Trota, pelos drs. Vagner Campos, Victor Condé, Frederico Ayres e Fernando de Paiva. Dr. Márcio explica que o procedimento é derivado da circulação extracorpórea convencional, que se usa para a cirurgia cardíaca, e há outras modalidades de ECMO. A veno-venosa, que estamos usando agora, e que ficou famosa por estar assistindo paciente covid, e a veno-arterial, que consegue substituir pulmão e coração, além de formas intermediarias, como a veno-venosa-arterial.

 

Na máquina (à esquerda) é possível ver o sangue oxigenado, mais claro. E parte da equipe que realizou ECMO no Monte Sinai, Drs. Vagner Campos, Victor Condé, Frederico Ayres e Márcio Trota.

Porque o ECMO é tão raro


O site da Extracorporeal Life Support Organisation (ELSO) - um consórcio internacional sem fins lucrativos de instituições de saúde que se dedicam ao desenvolvimento e avaliação de novas terapias para suporte de sistemas orgânicos em falha, apresenta um quadro mundial do uso da ECMO para a Covid-19 no mundo. Dos pacientes que iniciaram o tratamento há menos de 90 dias, pouco mais de 5100 no mundo, o índice de mortalidade chega a 49%. Sendo que quase 65% dos pacientes submetidos ao procedimento (6400, desde o início da pandemia) são norte-americanos. Apenas 5% destes pacientes são da América Latina. 
A equipe explica que o ECMO é muito pouco utilizado por diversos motivos. É um procedimento de alto custo. Ele não está no rol da ANS, a maioria absoluta dos convênios não cobre a indicação. Outro fator é a disponibilidade dos hospitais de oferecer essa alta complexidade, onde a dificuldade é mais de pessoal que de equipamento para implantar estes dispositivos. Exige desde o desconhecimento para indicação até a organização da estrutura, pois é necessário ter praticamente o hospital inteiro sabendo trabalhar por este paciente, do laboratório ao banco de sangue, com equipe multiespecialidade. E não são todos os hospitais que têm este nível de organização para oferecer o processo. 
“Sua produção global era uma, dedicada a suprir a síndrome da angustia respiratória do adulto e, de repente o mundo todo passou a utilizar em quantidade para a Covid”, explica Trota. E outro fator de dificuldade é que a manutenção do paciente em tratamento exige o monitoramento 24 horas por profissionais de saúde (enfermeiros, fisioterapeutas ou outros), chamados perfusionistas, que são treinados e certificados para sua manutenção. 
Poucos hospitais no Brasil, no setor privado, têm um centro estruturado de ECMO com equipamento, equipe e kits de reposição. Casos como o do equipamento em uso no Monte Sinai precisam ser solicitados, atualmente aguardando numa fila, pela restrição de equipamentos disponibilizados pelos fornecedores no país, pois o paciente ocupa uma máquina pelo tempo que durar o tratamento.

 

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